O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, desembarca em Washington nesta segunda-feira (14) para uma série de encontros com autoridades americanas, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Embora o motivo oficial da visita não tenha sido divulgado, a agenda acontece em meio a declarações recentes de Trump sugerindo uma nova fase no apoio norte-americano à Ucrânia por meio da aliança militar.
Em entrevista à NBC News, o presidente americano afirmou que fará uma “declaração importante” sobre a Rússia ainda nesta segunda-feira (14) e indicou disposição para ampliar o envio de armamentos a Kiev, com foco em material defensivo.
Essa será a primeira reunião entre Rutte e Trump desde a cúpula da Otan, realizada em Haia, quando um momento curioso viralizou nas redes: o secretário-geral se referiu ao líder americano com a palavra “papai” durante uma conversa informal.
No domingo (13), Trump anunciou o envio de mísseis de defesa aérea do tipo “Patriots” para a Ucrânia, mas não detalhou a quantidade de unidades enviadas.
O fornecimento de armas havia sido interrompido no início de julho, segundo fontes, sem o aval direto do presidente. Agora, com a retomada, Trump enfatizou que a prioridade será equipar os ucranianos com recursos para se protegerem dos ataques russos.
“Vamos enviar mais armas. Temos que fazer isso. Eles precisam ser capazes de se defender. Eles estão sendo atingidos com muita força agora. Estão sendo atingidos com muita força. Teremos que enviar mais armas, sim, principalmente armas defensivas. Mas eles estão sendo atingidos com muita, muita força. Tantas pessoas estão morrendo nessa confusão”, declarou o presidente.
Internamente, o republicano tem demonstrado crescente frustração com a postura de Vladimir Putin, que tem se recusado a negociar um cessar-fogo com a Ucrânia, apesar dos esforços diplomáticos liderados por Washington.
Na última sexta-feira (11), o Kremlin disse estar “aguardando” a próxima declaração pública de Trump sobre o conflito. (Foto: Casa Branca; Fonte: CNN)
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