O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado mensalmente pelo Banco Central, apresentou retração de 0,7% em maio na comparação com abril.
O indicador, que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registra assim sua primeira queda em 2025, após quatro meses seguidos de crescimento.
De acordo com os dados detalhados no relatório da autoridade monetária, o desempenho negativo foi influenciado principalmente pela agropecuária, que caiu 4,2% no período. A indústria também registrou recuo, de 0,5%, enquanto o setor de serviços apresentou estabilidade, com variação de 0%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, sem ajuste sazonal, o índice mostra um crescimento de 3,2%. No acumulado de 2025, até maio, a atividade econômica registra avanço de 3,4%. Em 12 meses, a alta é de 4,0%.
O IBC-Br reúne dados sobre o desempenho da indústria, do comércio, dos serviços, da agropecuária e da arrecadação de impostos. Embora sirva como um termômetro para a economia e seja usado pelo Banco Central na formulação da política monetária — especialmente nas decisões sobre a taxa Selic —, o índice não substitui o PIB, que é medido oficialmente pelo IBGE e representa o total de bens e serviços produzidos no país.
Segundo o IBGE, o Produto Interno Bruto brasileiro cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores, resultado que posicionou o país entre os cinco com maior crescimento no cenário internacional naquele período.
As projeções para o desempenho da economia variam. O mercado financeiro estima uma expansão de 2,23% no PIB deste ano. Já o Ministério da Fazenda é mais otimista e prevê um crescimento de 2,5%. O Banco Central, por sua vez, trabalha com uma estimativa de 2,1%. (Foto: EBC; Fonte: Poder360)
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