O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa terça-feira (6) que o governo interino da Venezuela concordou em repassar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos norte-americanos. Segundo ele, o combustível será vendido aos EUA a preço de mercado, com os recursos financeiros sob controle direto do governo norte-americano.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que o dinheiro obtido com a venda será administrado por ele próprio. “Este petróleo será vendido ao seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos EUA, para garantir que seja usado em benefício dos povos da Venezuela e dos EUA”, escreveu. O presidente também disse ter ordenado ao secretário de Energia, Chris Wright, que execute o plano de forma imediata. (veja ao fim da reportagem)
De acordo com Trump, o transporte do petróleo será feito por navios, com destino às docas de descarregamento em território norte-americano. (continua)
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(segue) Informações divulgadas pela CNN Internacional indicam que o produto já foi produzido e armazenado. Um alto funcionário do governo dos EUA, que falou sob condição de anonimato, afirmou que a maior parte da carga já está embarcada e será enviada para refinarias localizadas no Golfo do México.
Apesar do volume expressivo, especialistas destacam que a quantidade anunciada representa uma fração do consumo norte-americano. Apenas no mês passado, os Estados Unidos utilizaram cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia.
Enquanto isso, o governo interino da Venezuela reagiu às declarações. Mais cedo, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que o país não está sob influência estrangeira.
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(segue) “O governo da Venezuela vigora em nosso país, mais ninguém. Não há agente externo que governe a Venezuela. É o seu governo constitucional, o poder popular consolidado”, disse em comunicado exibido pela televisão estatal.
Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência após a captura de Nicolás Maduro. Durante o discurso de posse, ela se referiu a Maduro como presidente e classificou ele e a esposa, Cilia Flores, como heróis.
Porém, segundo reportagem no UOL, Delcy Rodríguez e seu irmão, Jorge Rodríguez — presidente da Assembleia Nacional — mantiveram, por meses, contatos com representantes ligados ao governo Trump. As conversas ocorreram principalmente com Richard Grenell, embaixador dos EUA e enviado presidencial para missões especiais na Venezuela.
As tratativas envolveram interesses de Washington em firmar acordos com o regime chavista para exploração de reservas de petróleo e minério, além da repatriação de centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que entraram de forma irregular nos Estados Unidos nos últimos anos.
No Brasil, Grenell ficou conhecido por ter ajudado a aproximar Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em uma articulação feita fora do Departamento de Estado. (Foto: reprodução; Fonte: UOL)


