Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região de Kamchatka, no extremo leste da Rússia, durante a manhã desta quarta-feira (30), no horário local — noite de terça-feira (29) no Brasil — desencadeando um tsunami que se espalhou por diversas áreas do Oceano Pacífico.
O evento sísmico, o mais potente registrado no país desde 1952, causou ondas destrutivas e levou autoridades de várias nações a emitir alertas e evacuar milhares de pessoas.
De acordo com o Serviço Geofísico Unificado da Academia Russa de Ciências, a magnitude do tremor foi estimada em 8,7 por diferentes fontes. O epicentro foi localizado a cerca de 149 quilômetros a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, capital regional, a uma profundidade de 17 quilômetros. Os tremores foram sentidos com intensidade entre 7 e 8 graus na escala de magnitude local.
Due to a massive earthquake that occurred in the Pacific Ocean, a Tsunami Warning is in effect for those living in Hawaii. A Tsunami Watch is in effect for Alaska and the Pacific Coast of the United States. Japan is also in the way. Please visit https://t.co/wdFzeu1I0h for the…
— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) July 30, 2025
A primeira onda do tsunami chegou à cidade costeira de Severo-Kurilsk, onde o governo local declarou estado de emergência. Imagens divulgadas por veículos russos mostraram barcos sendo arrastados para fora dos portos e contêineres sendo levados pela força das águas. Segundo a mídia estatal TASS, moradores da cidade foram levados às pressas para áreas mais altas da ilha.
No Japão, cerca de 1,9 milhão de pessoas receberam ordens de evacuação em regiões ao norte e ao leste do país. Ondas foram observadas na ilha de Hokkaido, e as Forças de Autodefesa do Japão mobilizaram caças, helicópteros e aeronaves de patrulha para monitorar a evolução da situação.
O trem-bala Shinkansen teve parte de suas operações suspensas, e a Tokyo Electric Power adiou o próximo descarte de água purificada da usina nuclear de Fukushima-1. Apesar da mobilização, não foram registrados danos significativos ou vítimas.
A milhares de quilômetros dali, o Havaí também foi impactado. Ondas de até 1,5 metro alcançaram o arquipélago, levando autoridades a abrirem abrigos emergenciais e a aconselharem os residentes de Honolulu a se deslocarem para áreas elevadas. “As ondas vão envolver a ilha”, afirmou o governador havaiano
Especialistas alertaram que a costa norte deve enfrentar inundações, enquanto os impactos devem ser menores na costa oeste dos Estados Unidos.
Estamos em “tsunami alert” para as próximas horas devido ao terremoto de magnitude 8.7 ao leste da costa da Rússia.
Até agora não havíamos recebido nada no telefone, mas agora as mensagens começaram a chegar. pic.twitter.com/f05kV9FDXY
— Ana Paula Henkel (@AnaPaulaVolei) July 30, 2025
A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), dos EUA, emitiu um alerta de tsunami. O pesquisador Yong Wei, da Universidade de Washington, explicou que esse tipo de onda se propaga com velocidade semelhante à de um avião comercial — cerca de 700 km/h — e pode liberar energia devastadora ao atingir águas rasas.
“São muito diferentes das ondas comuns. O risco é elevado e a recomendação é se manter longe da praia”, disse ele à CNN dos EUA.
Na Rússia, o distrito de Yelizovsky, próximo à estação meteorológica de Vodopadnaya, registrou ondas entre 3 e 4 metros. Sismólogos detectaram ao menos oito tremores consecutivos acima de magnitude 5 na região em apenas uma hora, com profundidades variando entre 7 e 100 km. Tremores secundários entre 5,1 e 5,8 também foram registrados ao sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky. Segundo especialistas, novos abalos de até 7,5 de magnitude podem ocorrer nas próximas semanas.
Vídeo mostra momento em que terremoto atingiu a Rússia; veja pic.twitter.com/SAl3sDtRuh
— CNN Brasil (@CNNBrasil) July 30, 2025
A ameaça de tsunami foi estendida para a Baía de Avacha, e as autoridades da ilha de Oahu, no Havaí, pediram evacuação imediata de áreas costeiras. Enquanto o cenário é monitorado com atenção por diversos países do Pacífico, a população segue em alerta diante da possibilidade de réplicas e novas ondas. (Foto: reprodução vídeo; Fontes: Tass; CNN EUA; G1)

