O Supremo Tribunal Federal condenou a 14 anos de prisão Aildo Francisco Lima, um dos participantes dos atos de 8 de Janeiro, que ganhou notoriedade ao aparecer em uma transmissão ao vivo sentado na cadeira de Alexandre de Moraes, dentro do plenário da Corte.
Aildo foi responsabilizado por cinco crimes: ‘abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada’.
A condenação foi definida após análise das provas reunidas ao longo da investigação conduzida pela Polícia Federal. (continua)
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(segue) Durante a invasão ao prédio do STF, o réu realizou uma live nas redes sociais. No vídeo, ele aparece sentado na cadeira do ministro Alexandre de Moraes e afirma: “Aê, pessoal, essa daqui é a cadeira do Xandão. Porra, agora eu sou um ministro da Corte. Vamos lá, c.”*
A defesa tentou contestar a validade da gravação, sustentando que o arquivo analisado não corresponderia à versão originalmente publicada. Apesar disso, em depoimento à Polícia Federal, Aildo negou ter feito a postagem, mas admitiu ser o autor do vídeo.
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O réu foi preso preventivamente em 27 de setembro de 2023, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo. A decisão foi mantida de forma unânime pela Primeira Turma do STF em junho de 2024. Dois meses antes, em abril, Alexandre de Moraes autorizou a conversão da prisão em domiciliar, impondo uma série de medidas cautelares.
Entre as restrições determinadas estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso às redes sociais, de contato com outros investigados pelos atos de 8 de Janeiro, de conceder entrevistas e de receber visitas — exceto de advogados e familiares. (Fotos: STF; Fonte: UOL)

