Sergio Moro é do PL: ex-juiz se filia à legenda de Bolsonaro

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O senador Sérgio Moro oficializou nesta terça-feira (24), em Brasília, sua filiação ao Partido Liberal (PL), consolidando a pré-candidatura ao governo do Paraná nas eleições de outubro.

Durante o evento, Moro destacou avanços da atual gestão estadual, liderada por Ratinho Junior (PSD), mas sinalizou que pretende imprimir um novo ritmo à administração.

“Vamos dar continuidade às boas coisas que o atual governo fez, do governador Ratinho, mas vamos buscar também um governo de excelência, de mudança”, afirmou o senador.

A movimentação ocorre um dia após Ratinho Junior anunciar a desistência de disputar a Presidência da República, optando por concluir seu mandato no governo estadual até dezembro. Nos bastidores, aliados do governador apontam que o distanciamento do PL contribuiu para a decisão de não avançar ao cenário nacional.

O ato político reuniu lideranças da legenda, entre elas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência. Em discurso, ele ressaltou a importância estratégica do Paraná no projeto eleitoral do partido.

“Você [Moro] tem a consciência de que a gente precisa do Paraná nessa nossa estratégia nacional. Para mostrar o caminho, para trazer ao país um projeto de prosperidade”, disse Flávio.

“Eu conto muito, Moro, com a sua força, com o seu palanque lá no Paraná. Espero que a gente possa levar esse projeto de prosperidade também para o estado do Paraná”, acrescentou.

Moro respondeu garantindo apoio ao correligionário: “O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”.

Durante o evento, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou os nomes que devem disputar o Senado na chapa: o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR). A proposta é formar uma candidatura associada ao legado da Operação Lava Jato no estado.

A filiação de Moro ao PL marca uma reviravolta política. Em anos recentes, o partido chegou a atuar contra o senador, pedindo a cassação de seu mandato sob acusação de abuso de poder econômico durante o período eleitoral.

Em 2023, a legenda levou o caso ao Ministério Público Eleitoral do Paraná, alegando que Moro teria se beneficiado de recursos utilizados ainda na pré-campanha presidencial. Apesar das contestações, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná absolveu o senador. O caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, que manteve o mandato.

 

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