O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou no sábado (14) que não se deixa intimidar por ameaças. A declaração foi feita durante passagem por Sobral, no Ceará, e teve como alvo o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), que é pré-candidato ao governo do Estado.
Moro mencionou uma fala antiga de Ciro e afirmou que decidiu ir à cidade apesar das declarações do adversário político.
“Ciro Gomes declarou que se eu viesse ao Ceará e a Sobral, viesse à terra dele, eu seria recebido com bala. Pois bem, estou aqui. E a gente não se intimida diante de valentões”, declarou o senador.
“A gente vai onde quer que a gente queira, porque a gente não tem medo”, completou.
📹#vídeo Moro vai ao Ceará e desafia Ciro Gomes sobre ameaça de agressão
💥 Senador relembra fala de Ciro sobre “receber à bala” e declara apoio à pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo do Estado
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— Poder360 (@Poder360) March 15, 2026
A fala citada por Moro remete a uma entrevista concedida por Ciro Gomes em meados de 2017, período em que o atual senador ainda atuava como juiz e conduzia processos da Operação Lava Jato. Na ocasião, Ciro afirmou que, caso alguém tentasse prendê-lo, reagiria “na bala”.
Em outra entrevista posterior, o político voltou ao assunto e disse que teria o direito de reagir caso fosse alvo de uma prisão que considerasse injusta.
“Se eu sou inocente e alguém manda me prender –não falei Moro nem ninguém– alguém mandar me prender, eu tenho direito de receber à bala”, declarou na época.
Durante a visita a Sobral, Moro também manifestou apoio à pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará. Ao comentar novamente sobre Ciro Gomes, afirmou que Girão seria o nome da direita disposto a enfrentá-lo politicamente.
“Para fazer isso tem que ter equilíbrio emocional. Você não pode fazer isso entregando o governo a alguém que, 1º, foi responsável pela vinda do PT, a instalação do PT no governo, e alguém que teve a audácia de dizer a mim que me receberia à bala aqui em Sobral. E onde está esse bufão agora para fazer essa mesma ameaça?”, disse Moro.

