Reação fria de Milei a elogios a Lula repercute na Argentina

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A postura reservada do presidente da Argentina, Javier Milei, durante a cerimônia de formalização do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, realizada nesse sábado (17), em Assunção, ganhou espaço nos principais veículos de comunicação argentinos.

O episódio chamou atenção porque Milei foi o único chefe de Estado presente que não reagiu com aplausos às referências elogiosas feitas a Luiz Inácio Lula da Silva, que não participou do evento.



Segundo a cobertura do jornal Clarín, enquanto os demais líderes aplaudiam, Milei manteve-se imóvel, com as mãos apoiadas sobre a mesa, sem acompanhar a manifestação do público. A atitude foi interpretada pela imprensa como um sinal do distanciamento atual nas relações entre Argentina e Brasil.

O ato ocorreu no Gran Teatro José Asunción Flores e reuniu autoridades da América do Sul e da Europa. Participaram da solenidade a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, além de representantes de países como Uruguai, Bolívia e Panamá. O Brasil esteve representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já que Lula optou por não comparecer.

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Durante o discurso inicial, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, mencionou Milei nominalmente e, na sequência, citou o presidente brasileiro. Em um segundo momento, disse que Lula teve papel decisivo para a conclusão do acordo. A fala provocou aplausos no auditório, novamente sem a participação do líder argentino, conforme destacou o jornal.

A imprensa da Argentina também relacionou o episódio a um histórico recente de atritos entre Milei e Lula, marcado por divergências ideológicas e ruídos diplomáticos. A ausência do presidente brasileiro na cerimônia em Assunção e o encontro de autoridades europeias com Lula no Rio de Janeiro, na sexta-feira (16), foram apontados como fatores que reforçam o atual cenário de relações cautelosas entre os dois países.

 

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