Entre magnatas da energia, gigantes das telecomunicações e herdeiros de conglomerados internacionais, há uma figura que concentra um patrimônio capaz de ofuscar até mesmo os empresários mais influentes da Tailândia.
Apesar de não aparecer em rankings tradicionais, como a lista anual da revista Forbes, seu poder econômico é tão expressivo que o coloca acima de famílias que comandam marcas globais como a Red Bull.
Trata-se do rei Maha Vajiralongkorn, o Rama X, considerado pela imprensa internacional o monarca mais rico do mundo. Estimativas recentes apontam que sua fortuna chega a US$ 43 bilhões (cerca de R$ 230 bilhões), composta por imóveis, ações em grandes empresas do país e um vasto acervo de bens de luxo.
O soberano assumiu o trono em dezembro de 2016, após a morte de seu pai, Bhumibol Adulyadej, que reinou por sete décadas.
A coroação oficial, porém, só ocorreu em maio de 2019, seguindo a tradição que exige a cremação do monarca anterior antes da cerimônia. Rama X pertence à dinastia Chakri, que governa a Tailândia desde 1732.
Herança bilionária e patrimônio
Em 2018, Vajiralongkorn recebeu do Crown Property Bureau (CPB), equivalente ao departamento de propriedades da Coroa, o controle formal da imensa riqueza da família real.
O espólio incluía cerca de 17 mil imóveis em Bangkok, uma frota de 38 aeronaves e helicópteros, mais de 300 carros de luxo e 52 embarcações usadas em cerimônias tradicionais.
Entre os ativos mais transparentes estão suas participações acionárias: o rei controla 23,58% do Siam Commercial Bank, com 793,8 milhões de ações, e 33,64% do Siam Cement Group, um dos maiores conglomerados de materiais de construção da região, com 403,6 milhões de papéis.
Com a transferência oficial dos bens, a CPB declarou que os ativos passariam a ser tributados, algo inédito até então, já que antes eram isentos de impostos.
Riqueza cercada de sigilo
Apesar das estimativas, o valor exato do patrimônio do monarca é incerto, já que a Tailândia possui uma das legislações mais rígidas de lesa-majestade do mundo, com penas de até 15 anos de prisão para quem fizer críticas ou comentários considerados ofensivos à família real.
Outros bilionários do país
Na lista de maiores fortunas divulgada pela Forbes em julho de 2025, o topo ficou com a família Yoovidhya, controladora da Red Bull, com US$ 44,5 bilhões.
Logo depois aparecem os irmãos Chearavanont, do grupo Charoen Pokphand, com US$ 35,7 bilhões, e o empresário de energia e telecomunicações Sarath Ratanavadi, com US$ 12 bilhões, impulsionado pela fusão de sua companhia Gulf Energy Development com a Intouch Holdings.
O rei Vajiralongkorn, entretanto, não foi incluído nessa lista — o que não impede que, fora dos holofotes dos rankings de mercado, seja reconhecido como o monarca mais rico do planeta. (Foto: Freepik; divulgação; Fonte: Estadão)
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