O Banco Central comunicou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi executada a ordem de bloqueio da chave Pix do ex-assessor Eduardo Tagliaferro.
Ele está na Itália e foi indiciado pela Polícia Federal sob suspeita de ter divulgado ‘informações reservadas’ do gabinete de Moraes, onde atuou durante o período em que o magistrado esteve no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A determinação do bloqueio partiu do próprio Moraes no dia 8 de setembro e, segundo o Banco Central, foi efetivada em 10 de setembro.
Crítico declarado do ministro, Tagliaferro passou a fazer denúncias contra ele, frequentemente compartilhadas por parlamentares de direita.
O caso ganhou ainda mais repercussão após o depoimento de Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, em 2 de setembro.
Sua fala impulsionou a coleta de assinaturas para a criação da chamada ‘CPMI da Vaza Toga’, que pretende investigar possíveis irregularidades no STF e no TSE. Até o momento, a oposição reuniu 124 assinaturas de deputados e 18 de senadores. Para que a comissão seja instalada, são necessários 171 deputados e 27 senadores.
Em sua oitiva, o ex-assessor apresentou documentos que, segundo ele, comprovariam falhas em processos que resultaram em ações contra empresários ligados ao bolsonarismo em 2022.
Tagliaferro também acusa integrantes do Ministério Público e do gabinete de Moraes, tanto no TSE quanto no STF, de trocarem informações fora do trâmite oficial em inquéritos envolvendo parlamentares e militantes de direita.
A proposta de criação da CPMI da Vaza Toga tem como foco investigar denúncias de abuso de autoridade no Judiciário, incluindo denúncias de vazamentos e de condutas questionáveis atribuídas a ministros da Suprema Corte. (Foto: redes sociais; Fonte: Metrópoles)

