O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou retração de 0,50% em julho frente a junho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (15).
O recuo marca a terceira queda consecutiva do indicador e foi mais intenso do que previa o mercado, que projetava contração de 0,2%, de acordo com pesquisa da Reuters.
A divulgação acontece às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve decidir pela manutenção da taxa básica de juros em 15%. A decisão será anunciada na quarta-feira (17) e reflete preocupações com a inflação e com as expectativas do mercado.
Na abertura por setores, a agropecuária caiu 0,8% em julho, a indústria recuou 1,1% e os serviços tiveram queda de 0,2%. Em relação a julho de 2024, no entanto, houve avanço de 1,1%, enquanto no acumulado de 12 meses o indicador mostra crescimento de 3,5%, segundo números não dessazonalizados do BC.
A desaceleração da economia já havia sido captada pelo PIB do segundo trimestre, que cresceu 0,4% sobre os três meses anteriores, após avanço de 1,3% no início do ano, conforme o IBGE.
Na semana passada, o Ministério da Fazenda revisou a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 2,5% para 2,3%, citando o impacto da política monetária restritiva sobre o crédito e a atividade.
O mercado financeiro, por sua vez, projeta expansão de 2,16% neste ano, segundo o último Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.
Apesar do enfraquecimento dos indicadores de atividade, o Banco Central destaca que o mercado de trabalho segue aquecido, com taxas de desemprego em níveis historicamente baixos.
O presidente da instituição, Gabriel Galípolo, tem reiterado que a desinflação ocorre de forma lenta, com projeções ainda distantes da meta de 3% estabelecida para o IPCA. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: CNN)

