Durante o cumprimento de mandados de prisão domiciliar realizado pela Polícia Federal na manhã deste sábado (2), em oito estados e no Distrito Federal, um dos investigados não foi localizado pelos agentes. Trata-se de Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que passou a ser oficialmente considerado foragido.
De acordo com informações repassadas por integrantes da PF à CNN Brasil, os policiais tentaram cumprir a ordem judicial, mas não conseguiram localizar o investigado no endereço informado. Diante da situação, os agentes entraram em contato com o advogado de Rocha, que conseguiu falar com o cliente.
Segundo o relato, Carlos Rocha informou à defesa que havia mudado de endereço, mas se recusou a revelar o novo local onde estaria. A informação foi confirmada pelos próprios advogados do investigado, que comunicaram o ocorrido às autoridades.
“A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada. Informamos o fato à agente da Polícia Federal”, declararam os advogados Melillo Dinis do Nascimento e Gladys Nascimento.
Carlos Cesar Rocha foi condenado a sete anos e seis meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa. Ele responde por dois crimes: organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A condenação foi determinada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, a decisão ainda aguarda publicação oficial, o que abre a possibilidade de apresentação de eventual recurso por parte da defesa.
Enquanto isso, com o não cumprimento do mandado de prisão domiciliar, Carlos Rocha passa a ser tratado como foragido pelas autoridades federais. (Foto: reprodução; Fonte: CNN)

