A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pede ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigação preliminar sobre possíveis irregularidades no desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula durante o Carnaval do Rio.
O ponto de atenção são relatos, confirmados informalmente por aliados do senador, de Janja teria solicitado contribuições financeiras a empresários próximos ao petista.
No rescaldo do Carnaval e diante da repercussão negativa da homenagem, interlocutores de Flávio Bolsonaro questionaram alguns executivos sobre a efetiva realização das doações.
“Quem ousaria negar um pedido da imperatriz do Brasil?”, teria ironizado um deles, confirmando o pagamento feito sob pressão da esposa de Lula.
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro solicita que a Acadêmicos de Niterói seja intimada a detalhar todas as doações recebidas, de pessoas físicas e jurídicas, para o desfile de 2026.“ (…) esclarecendo se, nos dois anos anteriores, houve qualquer tipo de contribuição da mesma fonte doadora”.
No QG do senador, há a convicção de que os dados vão comprovar o financiamento “clandestino” da agremiação.
“O uso da estrutura presidencial para captar, junto a empresários com fortes interesses no Governo Federal, doações para uma escola de samba que, já tendo recebido verbas públicas, converteria seu desfile em verdadeiro ato de campanha, com todos os seus elementos clássicos (jingle, número, propostas, exaltação do governo, ataque a adversários), insinua a ocorrência de abuso de poder político, imbricado com abuso de poder econômico, que merece investigação e, se comprovados, rigorosa responsabilização”, escreveu a advogada e ex-ministra do TSE Maria Claudia Bucchianeri no documento enviado à Corte.
Nos próximos dias, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, deve se reunir com a chefe da equipe jurídica do presidenciável e o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, para discutir o pedido de produção antecipada de provas e apresentar outras supostas evidências de crimes eleitorais atribuídos a Lula.
Cabe ao corregedor-geral decidir sobre o procedimento solicitado pelo PL, com expectativa de relatar qualquer investigação eleitoral até meados de setembro, antes de deixar o cargo.
O precedente que a pré-campanha pretende usar remete ao ministro Alexandre de Moraes, que, em maio de 2022, autorizou produção antecipada de provas em ação do PDT envolvendo uma entidade ligada à igreja Assembleia de Deus Bom Retiro, relacionada à venda de ingressos para uma “motociata” com o então presidente Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Moraes destacou que “a ‘invisibilidade’ de doações no financiamento de campanhas prejudica a transparência do sistema eleitoral, afetando a plena aplicabilidade dos princípios de sustentação do sistema democrático de representação popular”, conforme registrado no pedido ao TSE. E mais: Flávio é o novo advogado de Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Veja)

