PF apreende US$ 66 mil e 39 mil euros em endereços do líder do governo Lula

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A Polícia Federal apreendeu dinheiro em espécie em moedas estrangeiras, valores em reais e relógios durante diligências realizadas em imóveis ligados ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.

Segundo informações da investigação, em um dos endereços do parlamentar foram encontrados aproximadamente US$ 49 mil, valor equivalente a cerca de R$ 253 mil, além de relógios que também foram recolhidos pelos agentes.

Já em outro imóvel localizado em Salvador, os policiais apreenderam US$ 16.795 (cerca de R$ 87 mil), 39.675 euros (aproximadamente R$ 236 mil) e mais R$ 16,5 mil em espécie.

As apurações da Polícia Federal analisam a suspeita de que Jaques Wagner possa ter atuado em favor da chamada “Emenda Master” dentro do Congresso Nacional. Segundo a linha investigativa, a medida teria beneficiado o banco anteriormente controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Outra frente de investigação envolve uma possível transferência de um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões. O bem teria sido repassado pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, ao senador.

Além de Jaques Wagner, a operação também incluiu entre seus alvos Eduardo Sodré Martins, enteado do parlamentar, e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga, pai de Eduardo.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Também foram autorizadas medidas cautelares diferentes da prisão, entre elas a proibição de contato entre investigados e a suspensão de passaportes.

A defesa de Augusto Lima criticou as medidas adotadas pela Polícia Federal e afirmou que as diligências seriam desnecessárias. Em nota, os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastián Mello declararam que o empresário já vinha colaborando com as autoridades.

“Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”, afirmou a defesa. E mais: Petista Lindbergh pede a Moraes fim de prisão domiciliar de Bolsonaro. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Senado; Fonte: UOL)

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