A Polícia Federal confirmou nesta terça-feira (28) que realizou abordagem a um morador de Presidente Prudente (SP), no último domingo (26). Segundo a corporação, a ação foi realizada dentro de ‘ações rotineiras’ de segurança voltadas à ‘proteção de autoridades’.
O caso envolve um homem que exibiu uma faixa com a palavra “ladrão” na janela de seu apartamento, nas proximidades de um evento que contaria com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que acabou não comparecendo por estar em recuperação de uma cirurgia.
Segundo a PF, a manifestação foi tratada inicialmente como suposto “crime contra a honra”, e os agentes atuaram conforme protocolos estabelecidos para situações envolvendo a segurança de autoridades em deslocamento.
Um vídeo que circula nas redes sociais registra a conversa entre o morador — identificado pelos agentes como “Marcelo” — e a equipe da corporação.
Em um dos trechos, um policial afirma que a faixa “faz referência ao presidente” e seria “considerada ofensiva”, pedindo que a manifestação fosse feita de outra forma.
Durante o diálogo, ao comentar a possibilidade de retirar o material, o morador diz que o faria “se der algum problema”, e ouve como resposta: “já vai dar”.
O agente ainda afirma que a equipe esteve no local previamente por esse motivo e que a situação poderia ter consequências mais rígidas durante o evento oficial.
“Quando nossos superiores vierem no dia do evento, eles virão com mais rigor porque você já foi alertado. Eles não vão considerar isso como opinião”, diz o agente no vídeo.
Em outro momento, o morador argumenta que se trata de uma opinião expressa dentro de sua residência. O policial rebate afirmando que superiores não interpretariam dessa forma e reforça: “Liberdade de expressão vai até onde você não fere a liberdade do outro”.
Em meio à discussão, o morador questiona a abordagem e afirma: “Se tivesse escrito ‘Lula Ladrão’, você poderia vir falar comigo”.
De acordo com os relatos divulgados, o homem sustenta que a faixa foi colocada em propriedade privada e sem menção direta a qualquer autoridade específica. Ele também afirma, durante a gravação, não possuir filiação partidária. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)
“No caso mencionado, foram realizadas diligências iniciais e orientações no local, em razão da presença de faixas com dizeres que, em tese, poderiam configurar crime contra a honra, nos termos da legislação vigente.
“Esclarece-se que os procedimentos e práticas relacionados à proteção de autoridades não são detalhados publicamente, em razão da natureza das atividades.
“Informações como estratégias de atuação, protocolos operacionais e demais aspectos sensíveis são resguardados, tendo em vista que sua divulgação pode comprometer a segurança das pessoas protegidas e a efetividade das ações.”

