Petróleo venezuelano pode redesenhar mercado global após interesse americano

direitaonline




Os Estados Unidos anunciaram nesse sábado (3) a intenção de se envolver diretamente com o petróleo da Venezuela após a operação no país que resultou na captura de Nicolás Maduro.

A sinalização acendeu um alerta no mercado internacional, já que o território venezuelano concentra as maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, superando com folga potências tradicionais como Arábia Saudita e Irã.

Na prática, um eventual controle norte-americano sobre essas reservas representaria uma mudança estrutural no equilíbrio energético global. Com acesso direto ao petróleo venezuelano, Washington passaria a ter não apenas influência política sobre Caracas, mas também uma nova ferramenta estratégica para interferir na oferta mundial da commodity, algo que historicamente ficou concentrado nas decisões da Opep e de seus aliados. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.




(segue) Dados consolidados do setor energético indicam que a Venezuela possui cerca de 303,2 bilhões de barris de petróleo em reservas comprovadas. A Arábia Saudita aparece na sequência, com aproximadamente 267,2 bilhões de barris, enquanto o Irã soma cerca de 208,6 bilhões. Os Estados Unidos, embora liderem a produção mundial graças ao shale oil, contam com reservas estimadas em torno de 45 bilhões de barris, volume significativamente menor.

Já o Brasil possui cerca de 12 a 13 bilhões de barris de petróleo em reservas provadas, segundo dados recentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Veja também!
Maduro deixa prisão e chega a tribunal em Nova York; Veja vídeo

O ex-ministro que passa a integrar defesa de Bolsonaro

(segue) Tradicionalmente, as oscilações nos preços internacionais do petróleo são influenciadas pelas decisões da Opep+, bloco liderado pela Arábia Saudita e composto por países produtores que ajustam a produção global por meio de cortes ou aumentos coordenados.

Caso os EUA passem a controlar e investir de forma consistente na produção venezuelana, poderiam exercer um papel semelhante ao do cartel, ampliando ou restringindo a oferta para estabilizar ou pressionar os preços.




Esse cenário ganha ainda mais relevância diante do histórico recente da indústria petrolífera venezuelana. Apesar das enormes reservas, o país enfrenta há anos queda acentuada na produção, resultado de sanções internacionais, falta de investimentos, sucateamento da infraestrutura da PDVSA e êxodo de mão de obra especializada.

Uma eventual entrada de capital, tecnologia e gestão norte-americana poderia elevar rapidamente os níveis de extração, aumentando a oferta global em um momento em que analistas já discutem risco de excesso de petróleo no mercado.

Nos primeiros negócios de 2026, os preços refletiram esse ambiente de cautela. O petróleo WTI para fevereiro, negociado na Nymex, encerrou a última sessão com leve queda de 0,17%, cotado a US$ 57,32 o barril. Já o Brent para março, referência internacional negociada na ICE de Londres, recuou 0,16% e fechou a US$ 60,75 o barril, indicando que investidores acompanham de perto os desdobramentos geopolíticos.




O tema deve ganhar ainda mais peso nas próximas horas, já que a Opep+ se reúne no domingo (4) para sua reunião mensal. Integrantes do mercado avaliam que o grupo pode ser pressionado a reagir caso se consolide a perspectiva de aumento estrutural da oferta, especialmente se houver sinais concretos de retomada da produção venezuelana sob influência direta dos Estados Unidos.

Nesse contexto, a movimentação americana não se limita à política externa, mas ameaça alterar um dos pilares que sustentam a dinâmica do mercado global de energia. (Foto: PixaBay; Fonte: CNN)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Os planos de Trump para Cuba, Groelândia, México, Irã e Colômbia

Nicolás Maduro desembarcou em Nova York e deverá se apresentar diante de um juiz federal dos Estados Unidos para responder a acusações formais de narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína e uso de armamento de guerra. O caso será analisado pelo juiz Alvin Hellerstein, de 92 anos, magistrado experiente do Judiciário […]