A uma semana do primeiro turno das eleições de 2026, pesquisas divulgadas nos últimos dias mostram candidatos identificados com a direita e o bolsonarismo entre os nomes mais citados na disputa pelo Senado em diferentes estados.
Levantamentos recentes colocam integrantes do PL em posições de destaque em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal, além de registrar candidatos de centro e centro-direita em faixas competitivas em outros estados.
O cenário, no entanto, varia de acordo com o estado, o instituto e a metodologia empregada. Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, os levantamentos consideram as preferências para os dois votos. Além disso, as margens de erro fazem com que vários candidatos apareçam em situação de empate técnico.
Em Santa Catarina, pesquisas recentes colocam candidatos do PL entre os primeiros colocados. No levantamento da Quaest divulgado em 24 de setembro, Carol de Toni (PL) registrou 17%, seguida por Carlos Bolsonaro (PL), com 16%, e Esperidião Amin (PP), com 15%. Décio Lima (PT) apareceu com 10%.
Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três primeiros estavam tecnicamente empatados.
No levantamento do Paraná Pesquisas realizado entre 20 e 22 de setembro, Carol de Toni apareceu com 42,3% no cenário consolidado dos dois votos. Carlos Bolsonaro registrou 36%, enquanto Esperidião Amin teve 34,2%. Décio Lima marcou 15,6%.
Já a pesquisa AtlasIntel/Grupo ND, divulgada em 10 de setembro, apontou Carol de Toni com 28,4%, Amin com 20,2% e Carlos Bolsonaro com 14,9%.
No Rio de Janeiro, a pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro colocou Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL) com 15% cada. O mesmo percentual foi registrado pela deputada Benedita da Silva (PT).
Na sequência, Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD) apareceram com 7% cada, enquanto Monica Benicio (Psol) registrou 6%.
O resultado representa uma oscilação em relação à pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 23 de setembro. Naquele levantamento, Jordy e Portinho tinham 10% cada, enquanto Benedita permanecia com 15%.
A rodada mais recente ouviu 1.302 eleitores entre 25 e 28 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais.
No Distrito Federal, duas candidatas do PL também aparecem entre as primeiras posições. A pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro registrou Michelle Bolsonaro (PL) com 26%, numericamente à frente. Leila do Vôlei (PDT) teve 20%, Bia Kicis (PL) marcou 18% e Erika Kokay (PT), 16%.
Por causa da margem de erro de três pontos percentuais, os quatro nomes estão dentro de uma faixa de seis pontos. Michelle manteve os 26% do levantamento anterior, enquanto Bia Kicis passou de 15% para 18%. O percentual de indecisos caiu de 11% para 6%.
O levantamento ouviu 1.104 pessoas entre 25 e 28 de setembro, com nível de confiança de 95%.
Em São Paulo, o cenário é mais distribuído entre diferentes forças políticas. A pesquisa Quaest mais recente colocou Guilherme Derrite (PP) numericamente na primeira posição, com 18%. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) registraram 15% cada, enquanto André do Prado (PL) apareceu com 12%.
Ricardo Salles, que desistiu da candidatura, ainda foi citado por 3% dos entrevistados no levantamento. Após deixar a disputa, ele declarou apoio a Derrite e André do Prado.
Outro levantamento divulgado no mesmo período, da RealTime Big Data, apresentou percentuais diferentes: Derrite teve 22%, André do Prado, 20%, Simone Tebet, 18%, e Marina Silva, 15%. A pesquisa Datafolha divulgada anteriormente havia registrado Marina com 15%, Tebet com 14%, e Derrite e André do Prado com 12% cada.
Em Minas Gerais, a pesquisa Quaest divulgada em 29 de setembro mostrou Domingos Sávio com 14%, Marília Campos com 13%, e Carlos Viana e Aécio Neves com 12% cada.
Com margem de erro de três pontos percentuais, os quatro candidatos aparecem tecnicamente empatados. Domingos Sávio, Carlos Viana e Aécio Neves são nomes situados no campo de centro-direita, enquanto Marília Campos é do PT.
Outro dado relevante é a redução do número de eleitores indecisos, que caiu de 29% para 18%. O levantamento ouviu 1.506 pessoas entre 25 e 28 de setembro.
Em Alagoas, o levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 30 de setembro registrou Marina JHC (PSDB) com 45,6%, Arthur Lira (PP) com 41,6% e Renan Calheiros (MDB) com 36,9%.
A margem de erro de 2,7 pontos percentuais coloca os três em situação de empate técnico. Davi Davino Filho (Republicanos) apareceu com 22,9%, enquanto Dr. Wanderley (MDB) teve 15,2%.
A pesquisa ouviu 1.400 eleitores de 26 a 29 de setembro, em 59 municípios alagoanos, e possui nível de confiança de 95%.
No Piauí, o cenário apresenta outros nomes nas primeiras posições. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 29 de setembro colocou Marcelo Castro (MDB), com 26,7%, e Júlio César (PSD), com 26,6%, praticamente empatados na liderança numérica.
Ciro Nogueira (PP) registrou 15,6%, enquanto Tiago Junqueira (PL) apareceu com 11,3%. O levantamento ouviu 1.218 eleitores entre 23 e 28 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
Os levantamentos mais recentes, portanto, mostram diferenças importantes entre os estados. Em algumas disputas, candidatos do PL aparecem entre os primeiros colocados ou dentro da margem de empate técnico. Em outras, nomes de partidos de centro, centro-direita e esquerda dividem as primeiras posições.
Entre os exemplos mais recentes estão Santa Catarina, com Carol de Toni e Carlos Bolsonaro no grupo da frente; Rio de Janeiro, onde Carlos Jordy e Carlos Portinho aparecem com 15%, empatados numericamente com Benedita da Silva; e Distrito Federal, onde Michelle Bolsonaro registra 26% e Bia Kicis aparece com 18%.
A eleição para o Senado em 2026 terá uma particularidade em relação às disputas presidenciais: cada estado elegerá dois representantes. Por isso, os percentuais apresentados nas pesquisas não devem ser interpretados da mesma maneira que uma pesquisa de primeiro turno para presidente ou governador.
Também é necessário considerar que os institutos adotam metodologias específicas para medir os dois votos e que as margens de erro podem alterar a leitura das posições.
Com vários candidatos próximos numericamente, os empates técnicos aparecem com frequência nos levantamentos divulgados na reta final da campanha. E mais: Agora: Mensagens mostram encontro entre Vorcaro e ministro de Lula. Clique AQUI para ver. (Foto: Band; Fonte: Cláudio Dantas)

