A estratégia do Palácio do Planalto de elevar a popularidade de Luiz Inácio Lula da Silva através de benefícios tributários enfrenta um obstáculo: a percepção pública.
Dados da Genial/Quaest, publicados nessa quinta-feira (12), revelam que 67% dos cidadãos afirmam que ainda não sentiram os efeitos práticos da isenção do Imposto de Renda (IR) para rendimentos de até R$ 5.000 mensais.
A medida, que passou a valer no primeiro dia de janeiro, visa pavimentar o caminho político do atual mandatário, que buscará sua segunda reeleição consecutiva em outubro.
Na prática, o benefício já deveria ser visível no contracheque de fevereiro. Anteriormente, o teto para não pagar o tributo era de R$ 2.428,80. Com a regra antiga, um trabalhador com salário bruto de R$ 5.000 sofria uma retenção que ultrapassava os R$ 900,00, caindo na alíquota máxima de 27,5%.
Expectativa e realidade
O otimismo que cercava a proposta parece ter esfriado após a implementação. Em outubro de 2025, o cenário era inverso: 61% das pessoas acreditavam que seriam ajudadas pela mudança.
Hoje, o sentimento de exclusão do benefício é majoritário, atingindo níveis críticos no Nordeste, onde 74% dos moradores relatam não terem sido contemplados.
Sobre o impacto real no orçamento doméstico, o levantamento traz números que desafiam a narrativa governista:
– 50% dos ouvidos afirmaram que “não sentiu diferença” com a nova regra.
– 32% notaram uma elevação sutil nos ganhos, descrevendo que a “renda aumentou, mas não muito”.
– Apenas 15% declararam que a “renda aumentou significativamente”.
Detalhes do Levantamento
A amostragem da Genial/Quaest foi realizada entre os dias 5 e 9 de fevereiro, consultando 2.004 indivíduos. O estudo apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Bomba: Careca do INSS prepara delação premiada; Saiba mais (Foto: EBC; Veja)

