No dia que inicia a maior de todas as Copas do Mundo, cresce o clima de expectativa em torno do desempenho da seleção brasileira e da possibilidade de o país voltar a conquistar o principal título do futebol mundial.
Entre otimismo histórico e frustrações acumuladas nas últimas campanhas, o debate sobre as chances do Brasil costuma dividir opiniões e refletir tanto a confiança na tradição da equipe quanto o ceticismo alimentado pelos resultados recentes.
Nesse cenário, pesquisas de opinião ajudam a medir o humor do torcedor e dimensionar o nível de esperança em relação ao tão aguardado “hexa”.
Isso porque mais da metade dos brasileiros não acredita que a seleção nacional conseguirá encerrar o jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo. É o que aponta pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Quaest, segundo a qual 56% da população não vê chances de o país alcançar o sexto título mundial.
O índice de descrença cresceu ao longo dos últimos anos. Em abril de 2023, pouco após a eliminação para a Croácia nas quartas de final da Copa do Catar, 42% dos entrevistados diziam não acreditar em uma nova conquista, enquanto 50% demonstravam otimismo em relação ao chamado “hexa”.
Já em 2024, o cenário passou a se inverter. A um período de dois anos da Copa sediada por Estados Unidos, Canadá e México, o pessimismo subiu para 49%, superando o grupo dos otimistas.
O auge da desconfiança ocorreu em 2025, quando 68% dos entrevistados afirmaram não acreditar no título mundial. A partir daí, o indicador passou a oscilar. Em outubro do mesmo ano, houve recuo de sete pontos percentuais, mas em abril de 2026 o índice voltou a 68%, dois meses antes da Copa.
Agora, no levantamento mais recente realizado em junho, o pessimismo caiu 12 pontos percentuais, embora ainda permaneça como posição majoritária entre os brasileiros.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O perfil dos entrevistados indica maioria feminina, com 53% de mulheres e 47% de homens.
Em relação à idade, o grupo predominante é o de 35 a 59 anos, que representa 46% dos participantes — faixa que inclui parte do público que acompanhou a conquista do pentacampeonato e as campanhas posteriores da seleção. Já os entrevistados de 16 a 34 anos somam 31%, enquanto aqueles com mais de 60 anos correspondem a 23% da amostra. E mais: Agora: Keiko Fujimori ultrapassa candidato de esquerda e volta a liderar eleições no Peru. Clique AQUI para ver. (Foto: CBF; Fonte: O Globo)

