Obras no metrô de Roma encontram medalhas que pertenciam a Papa do século 15

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Durante as obras da Linha C do metrô de Roma, arqueólogos identificaram um achado raro: três medalhas de bronze pertencentes ao Papa Paulo II, que comandou a Igreja Católica entre 1464 e 1471.

Os artefatos estavam guardados dentro de um vaso de terracota localizado sob o Palazzetto Venezia, área histórica no centro da capital italiana.

A Superintendência Especial de Roma confirmou a descoberta, feita em escavações conduzidas pela empresa Metro C, em parceria com a Webuild e a Vianini Lavori, sob responsabilidade da Roma Capitale. As obras do metrô têm se transformado em um verdadeiro mergulho arqueológico: à medida que os túneis avançam, fragmentos de mais de dois mil anos da história da cidade vêm à tona.

Segundo os especialistas, as medalhas são um testemunho importante das tradições artísticas e religiosas do Renascimento. O material, além de resgatar a memória do pontificado de Paulo II, também pode oferecer pistas sobre rituais e práticas ligadas à construção de edifícios naquele período.

Papas
O Papa Paulo II, nascido Pietro Barbo em Veneza no ano de 1417, foi eleito pontífice em 1464 e permaneceu no cargo até sua morte, em 1471.

Proveniente de uma influente família veneziana, Paulo II é lembrado por ter sido um mecenas das artes e por incentivar a cultura renascentista, ainda que sua personalidade fosse marcada por certo conservadorismo em questões teológicas.

Durante o seu pontificado, fortaleceu a autoridade papal e buscou manter a estabilidade política em meio às disputas entre reinos e cidades-Estado italianas.

Paulo II sucedeu o Papa Pio II (pontífice de 1458 a 1464), humanista e diplomata que dedicou parte de seu papado a tentar organizar cruzadas contra o avanço do Império Otomano após a queda de Constantinopla. Após a morte de Paulo II, em 1471, o trono de São Pedro foi ocupado por Sisto IV, famoso pelo patrocínio à Capela Sistina, que leva seu nome.

Antes dele, o título de Paulo I havia sido usado no século VIII. Ele governou a Igreja entre 757 e 767, sucedendo o Papa Estêvão II. Paulo I ficou conhecido por proteger Roma em tempos de ameaça lombarda e por reforçar a aliança entre o papado e os francos.

Já o Papa Paulo III viveu mais de 50 anos depois de Paulo II. Nascido Alessandro Farnese, foi eleito em 1534 e exerceu o pontificado até 1549. Seu governo é particularmente lembrado por ter convocado o Concílio de Trento, evento central da Contrarreforma Católica, além de ter reconhecido oficialmente a Companhia de Jesus (Jesuítas), que se tornaria fundamental na expansão missionária da Igreja.

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