A queda de um avião de pequeno porte em Minga Guazú, nas proximidades de Cidade do Leste, no Paraguai, resultou na morte do piloto e deixou outras três pessoas feridas.
A aeronave, um bimotor contratado pela empresa Prosegur, levava uma grande quantia em dinheiro: cerca de US$ 5 milhões e R$ 15 milhões.
Após o acidente, parte desses valores foi levada por moradores que saquearam ao local.
O episódio ocorreu no último sábado (18). A bordo estavam quatro ocupantes, sendo o piloto a única vítima fatal. Conforme informações das autoridades, uma parcela significativa do dinheiro transportado desapareceu.
“Há uma denúncia formal referente ao desaparecimento de uma quantia significativa em dinheiro, já bem descrita, que é de aproximadamente US$ 1,5 ou um pouco mais, incluindo também valores em reais; essa é a base da denúncia”, afirmou Carlos Duré, chefe do Comando Tripartite, responsável pelas investigações.
Relatos indicam que, logo após a queda, moradores da região se reuniram nas proximidades do acidente antes mesmo da chegada das equipes de segurança.
Nesse intervalo, parte do dinheiro teria sido retirada do local. “Houve um intervalo de quinze minutos em que todos se aproximaram do local do incidente, muitas pessoas, estamos falando até mesmo antes de uma intervenção organizada, e nesse momento muitas pessoas se apropriaram do dinheiro”, disse Duré.
De acordo com o investigador, o saque começou de forma discreta, com pessoas guardando cédulas nos bolsos, mas rapidamente evoluiu para a retirada de quantias maiores, com o uso de sacolas.
A polícia, no entanto, enfrenta dificuldades para calcular com precisão o montante levado por cada indivíduo, além de considerar perdas provocadas pelo incêndio que atingiu a aeronave após a queda.
As buscas realizadas até agora não localizaram vestígios físicos do dinheiro nas áreas examinadas.
Ainda assim, os investigadores afirmam ter reunido elementos que ajudam a entender a dinâmica dos acontecimentos e apontam possíveis envolvidos.
“Não encontramos absolutamente nada nos locais onde fizemos buscas em termos de provas físicas do dinheiro, mas obtivemos várias informações que nos permitem reconstruir como os eventos ocorreram e nos indicam quem podem ser as pessoas que levaram a maior parte dele”, explicou Duré. (Foto: reprodução; Fonte: G1)

