Flávio se manifesta após reunião sobre tarifa nos EUA: ‘ninguém do governo Lula’

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, defendeu nesta terça-feira (7) que o governo dos Estados Unidos não aplique novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em audiência pública realizada em Washington, o parlamentar afirmou que a medida, em vez de pressionar o governo brasileiro, acaba fortalecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação ocorreu durante uma sessão promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que reúne contribuições antes da decisão sobre a possível adoção de uma tarifa geral de 25% para diversos produtos exportados pelo Brasil.

Ao discursar diante de autoridades norte-americanas, Flávio se apresentou como representante dos interesses do setor exportador brasileiro. “Cada tarifa adicional está beneficiando o governo que supostamente se pretende pressionar”, afirmou o senador.

No início deste mês, o USTR propôs a criação de uma tarifa de 25% sobre diferentes mercadorias brasileiras após abrir uma investigação relacionada a supostas práticas comerciais consideradas desleais. A decisão final do governo americano está prevista para ser anunciada até o dia 15 de julho. Antes disso, o órgão organizou audiências com cerca de 80 participantes para ouvir diferentes posicionamentos.

Durante sua exposição, Flávio argumentou que a política tarifária adotada pelos Estados Unidos não produziu os efeitos esperados.

“Os dados de 2025 mostram que essas tarifas não produziram os resultados que os Estados Unidos pretendiam: ao contrário, foram exploradas politicamente pela atual administração do Brasil”, declarou.

O senador também afirmou que, enquanto as restrições comerciais permaneciam em vigor, o Brasil ampliou suas relações econômicas com a China.

“O próprio governo que supostamente essas medidas deveriam pressionar ganhou força nas pesquisas, enquanto o comércio do Brasil com a China atingiu o valor recorde de 171 bilhões de dólares”, disse.

Na sequência, acrescentou: “A China absorveu as exportações brasileiras que foram deslocadas do mercado norte-americano por essas tarifas”.

Flávio Bolsonaro participou da audiência acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos.

Nos últimos meses, diante dos efeitos inflacionários provocados pelas tarifas, o governo americano retirou as taxas de importação incidentes sobre alguns produtos agropecuários brasileiros, entre eles carne bovina, café e tomates.

Ao encerrar sua participação, o senador fez um apelo às autoridades norte-americanas. “Peço respeitosamente a este comitê que não imponha tarifas ao Brasil”, afirmou.

Segundo dados do USTR, o comércio bilateral entre os dois países movimentou, em 2025, US$ 54,4 bilhões em exportações dos Estados Unidos para o Brasil, enquanto as importações de produtos brasileiros somaram quase US$ 40 bilhões.

A investigação conduzida pelo órgão americano analisa temas como comércio digital, serviços bancários, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e impactos relacionados ao desmatamento ilegal. E mais: Colômbia: socialista Gustavo Petro não aceita derrota na eleição e convoca manifestações. Clique AQUI para ver. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Correio do Povo)

 

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