Antes de qualquer anúncio oficial, um detalhe até então silencioso começou a chamar a atenção nos corredores de Brasília: uma mudança repentina na estratégia jurídica de um dos personagens mais incômodos para o governo. O movimento não surgiu do nada — e muito menos veio de alguém desconhecido.
A responsável por assumir a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, é a advogada Danyelle Galvão, que passou a representar o operador no fim de outubro, logo após a tensa audiência de setembro na comissão.
A chegada dela ao caso acontece depois do desgaste entre o antigo defensor, Cleber Lopes, e o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), quando ambos trocaram acusações em plena sessão. A confusão, segundo parlamentares, foi “a gota d’água” para a substituição. (continua)
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Danyelle não é uma figura qualquer no cenário político. De acordo com o portal Poder360, ela mantém um relacionamento com o ex-ministro José Dirceu (PT) há pouco mais de um ano e, em março de 2024, apareceu discretamente no aniversário do petista.
Além disso, ocupa o cargo de juíza substituta do TRE-SP, função para a qual foi nomeada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da proximidade política e pessoal, ela e Dirceu evitam aparições públicas que possam alimentar especulações. (continua)
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(segue) A entrada dela no caso tem implicações que ultrapassam o ambiente jurídico. Como já revelado por investigações, a defesa de Careca se tornou sensível para o PT por envolver o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo depoimento dado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário do operador, o filho mais velho do presidente “recebia R$ 300 mil por mês” de pessoas ligadas ao Careca, além de cerca de 25 milhões, sem detalhamento da moeda. Atualmente, Lulinha vive na Espanha.
A CPMI também trabalha com indícios de uma relação empresarial entre Lulinha e o Careca do INSS. Um dos depoimentos colhidos afirma que o filho do presidente teria mantido viagens em comum com o operador para Portugal, além de ter sido beneficiado financeiramente por ele — uma narrativa que pressiona ainda mais o núcleo político do governo.
O Careca do INSS está preso desde 12 de setembro de 2025, no centro de denúncias envolvendo fraudes na Previdência. Com a mudança de defesa, cresce a expectativa sobre a nova linha adotada por Danyelle Galvão, que chega ao caso com forte carga política e sob os olhos atentos da cúpula petista. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

