A Polícia Federal realizou, na manhã desta terça-feira (2), uma operação para investigar um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa que teria envolvido um ex-dirigente da Receita Federal em Itajaí (SC), cidade que abriga um dos mais importantes complexos portuários do Brasil.
Batizada de Operação Benaia, a ação apura suspeitas de que o ex-servidor teria recebido ao menos R$ 2 milhões para atuar em benefício de empresários em processos ligados ao setor aduaneiro. Segundo apuração da coluna, o principal alvo da investigação é Marcus Vinícius Nali Simioni Filho.
Ao todo, os policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de Santa Catarina e São Paulo. Além disso, a Justiça determinou o afastamento cautelar do investigado de suas funções públicas.
De acordo com as investigações, o servidor ocupava uma posição estratégica dentro da Receita Federal em Itajaí e teria utilizado a influência do cargo para favorecer interesses privados em procedimentos relacionados ao comércio exterior. Os investigadores suspeitam que, além de interferir em processos alfandegários, ele também teria participado de iniciativas destinadas a viabilizar estruturas logísticas de interesse do grupo investigado.
As apurações indicam ainda que parte dos recursos supostamente obtidos de forma irregular teria sido escondida por meio de empresas registradas em nome de parentes. Na avaliação da Polícia Federal, essas empresas teriam servido para mascarar a origem do dinheiro e conferir aparência legal aos bens acumulados ao longo do período investigado.
A nova etapa da operação tem como objetivo aprofundar a análise da movimentação financeira dos envolvidos, identificar possíveis beneficiários do esquema e apurar a eventual prática de outros crimes. Por determinação judicial, auditores da Receita Federal acompanham parte das diligências realizadas pela PF.
As ordens judiciais estão sendo executadas em Itajaí e em municípios paulistas como Guarulhos, Campinas, São Paulo, Barueri, Santana de Parnaíba, Paulínia, Hortolândia e Valinhos. O material recolhido durante as buscas será analisado pelos investigadores e poderá ajudar a identificar novos suspeitos, além de esclarecer a dimensão do suposto esquema criminoso. E mais: Bancos podem se unir ao Governo para reverter classificação do PCC e CV nos EUA. Clique AQUI para ver. (Foto: PF; Metrópoles)

