Agora: Moraes volta a mirar Carla Zambelli

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Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira (20) que o governo Lula, por meio do Ministério da Justiça e do Ministério das Relações Exteriores, adote as providências necessárias para viabilizar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália.

A decisão ocorre em meio ao andamento do processo na Justiça italiana. A Corte de Roma marcou para 22 de maio o julgamento do recurso apresentado pela defesa de Zambelli contra a autorização de extradição ao Brasil.

A ex-parlamentar foi presa em Roma em julho de 2025, após ter deixado o Brasil semanas antes. Ela está detida desde então no presídio feminino de Rebibbia, na capital italiana.




Segundo o STF, a ordem assinada por Moraes foi tomada após a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas informar oficialmente ao Supremo que a Justiça italiana autorizou o envio de Zambelli ao Brasil.

A ex-deputada acumula condenações em processos distintos julgados pelo STF. Em um dos casos, recebeu pena de 5 anos e 3 meses de prisão por ‘porte ilegal de arma de fogo’ e ‘constrangimento ilegal’ após uma confusão com um homem nas ruas de São Paulo durante as eleições de 2022.

Já em outro processo, relacionado à invasão de sistemas informáticos e falsidade ideológica, a Primeira Turma do Supremo fixou pena definitiva de 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de multa. O hacker, que acusou Zambelli de ser a suposta mandante, já está em regime aberto.




Após a condenação no caso envolvendo o hacker Walter Delgatti Neto, os recursos apresentados pelas defesas foram rejeitados de forma unânime pela Primeira Turma do STF em junho de 2025. O tribunal considerou os embargos “meramente protelatórios” e determinou o trânsito em julgado da ação.

Com a confirmação de que Zambelli havia deixado o país e se encontrava em território italiano, Moraes acionou o Ministério da Justiça para formalizar o pedido de extradição com base no acordo bilateral firmado entre Brasil e Itália.

Durante o processo, as autoridades italianas solicitaram garantias formais sobre as condições carcerárias que seriam oferecidas à ex-deputada no Brasil.




Entre os questionamentos enviados ao governo brasileiro estavam informações sobre a unidade prisional em que ela ficaria custodiada, as condições de segurança e a estrutura destinada às mulheres presas.

No despacho mais recente, Moraes afirmou que todas as exigências apresentadas pela Justiça italiana já haviam sido respondidas oficialmente pelo Brasil em dezembro de 2025.

Com a autorização concedida pela Corte de Roma e o cumprimento das exigências diplomáticas, a expectativa é de que o processo de extradição avance nas próximas semanas. E mais: Entenda por que o Ifood está processando a rival chinesa Keeta. Clique AQUI para ver. (Foto: STF)

 

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