Putin reduz número de presos na Rússia após guerra

direitaonline




O conflito entre Rússia e Ucrânia já se consolidou como uma das guerras mais longas e sangrentas da Europa nas últimas décadas, com impactos que vão muito além do campo de batalha.

Iniciado em 2022 com a invasão russa em larga escala, o embate rapidamente se transformou em uma guerra de desgaste, marcada por ofensivas prolongadas, destruição de cidades e um elevado custo humano que ainda não encontra perspectiva clara de encerramento.



Estima-se que as baixas somando militares dos dois lados já tenham alcançado centenas de milhares, embora os números exatos variem conforme a fonte e sejam mantidos sob sigilo por Moscou e Kiev. A população civil também segue entre as principais vítimas, com milhares de mortos registrados desde o início da invasão.

Além das perdas humanas, o conflito provocou uma das maiores crises de deslocamento forçado da atualidade. Mais de 6 milhões de ucranianos deixaram o país como refugiados, segundo estimativas de agências da ONU, enquanto outros milhões permanecem deslocados internamente. Cidades inteiras foram danificadas ou parcialmente destruídas, com destaque para áreas industriais e infraestruturas energéticas.



Em paralelo, um dado chama a atenção pela sua curiosidade. O número de pessoas presas na Rússia atingiu o menor nível desde o início dos anos 2000, em um movimento associado principalmente ao recrutamento de detentos para atuar na guerra contra a Ucrânia.

Segundo o diretor do Serviço Penitenciário Federal russo, Arkady Gostev, havia cerca de 465 mil presos no país no final de 2021, poucos meses antes do início da invasão ao território ucraniano. Atualmente, esse número teria caído para aproximadamente 282 mil.



Gostev afirmou à agência estatal TASS que a redução “está sendo influenciada, em certa medida, pelo recrutamento de soldados contratados para as Forças Armadas”, embora também tenha citado outros fatores, como o aumento do uso de trabalhos forçados e medidas alternativas de punição.

Dados citados pelo jornal The Moscow Times apontam que, em março, autoridades já estimavam cerca de 308 mil detentos, o menor nível registrado até então. Em 2001, segundo a publicação, o país chegou a ultrapassar a marca de 1 milhão de presos.



O uso de detentos em operações militares começou a ser feito inicialmente pelo grupo paramilitar Wagner Group, que recrutava presos para reforçar as tropas russas na linha de frente.

Após a ruptura entre o grupo e o Kremlin, em meio a tensões internas e à tentativa de rebelião liderada por Yevgeny Prigozhin em 2023 — que terminou com sua morte em um acidente aéreo no mesmo ano — o Ministério da Defesa da Rússia passou a assumir diretamente o recrutamento nas prisões.

Em troca da participação no conflito, prisioneiros recebem promessas de altos pagamentos e a possibilidade de perdão das penas após o cumprimento do serviço militar na Ucrânia. E mais: Por que ‘Débora do Batom’ está pedindo perícia em sua tornozeleira. Clique AQUI para ver. (Foto: Tass; Fonte: Gazeta do Povo)

Ajude o Direita Online! Compartilhe!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Homem dado como morto dá sinais de vida pouco antes de ser sepultado

Um caso inusitado e grave está sendo investigado no interior de São Paulo após um idoso de 88 anos ser declarado morto em uma unidade de saúde, mas posteriormente apresentar sinais vitais enquanto era preparado para o velório. O paciente, morador de Emilianópolis, havia sido levado no sábado (16) à […]