Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou ofícios à Justiça do Paraná e ao Complexo Médico Penal de São José dos Pinhais solicitando informações sobre as condições em que Filipe G. Martins, ex-assessor internacional de Bolsonaro, esteve detido.
Durante depoimento prestado na última quinta-feira (24), Martins afirmou ter ficado em isolamento e relatou que sua cela não possuía iluminação adequada.
Diante das declarações, Moraes determinou que a Procuradoria-Geral de Justiça do estado e o juiz corregedor do Tribunal de Justiça do Paraná esclareçam as denúncias de possíveis irregularidades e informem se foram iniciados procedimentos para apuração. O prazo para resposta é de cinco dias.
O ministro também pediu que o Complexo Médico Penal se manifeste oficialmente sobre os relatos feitos por Martins no mesmo período.
Filipe Martins responde a acusações da Procuradoria-Geral da República por supostamente ter apresentado uma ‘minuta golpista’ a Jair Bolsonaro. Conforme a denúncia, ele teria participado de uma reunião, ainda em 2022, com o então presidente e membros das Forças Armadas para tratar de uma tentativa de golpe após a derrota eleitoral.
Em depoimento, Martins refutou as acusações: “Não só não tive contato com essa minuta antes como não tive durante este processo”.
A situação do ex-assessor também repercutiu internacionalmente. Em editorial publicado nesta semana, o jornal norte-americano The Wall Street Journal defendeu sua libertação, apontando que a prisão ocorreu por um ‘erro’ de documentação alfandegária. “Martins deveria estar em liberdade enquanto prepara sua defesa”, escreveu o periódico. (Foto: redes, TSE; Fonte: UOL)
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