Moraes envia fotos à Itália sobre presídio para Carla Zambelli

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Alexandre de Moraes encaminhou ao Ministério da Justiça, nesta sexta-feira (12), informações sobre o presídio em que a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) poderá ficar detida caso seja extraditada da Itália para o Brasil.

O objetivo é atender a questionamentos das autoridades italianas sobre as condições de encarceramento que seriam impostas à parlamentar.

O documento deverá ser repassado pelo ministério ao governo italiano, que solicitou esclarecimentos formais antes de avançar no processo de extradição. (continua)

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(segue) Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, acusada de participar de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao lado de um hacker. Em julho de 2025, ela foi presa em Roma.

Segundo as informações enviadas ao Ministério da Justiça, a deputada poderá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), conhecida como Colmeia. A resposta aos questionamentos estrangeiros foi elaborada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP) e acompanhada de fotografias das instalações prisionais.

Entre os esclarecimentos solicitados pelas autoridades italianas, estão a distinção entre unidades destinadas a presos condenados e aquelas utilizadas para detentos que ainda aguardam julgamento, além dos critérios legais para a definição do local de custódia.




O pedido também questiona em qual estabelecimento Zambelli ficaria presa ao ser entregue ao Brasil, considerando que ainda há processo penal em andamento.

Outros pontos abordados envolvem a existência de atos de violência ou intimidação praticados por grupos organizados dentro dos presídios, a capacidade das forças de segurança para manter ou restabelecer a ordem, bem como as condições gerais oferecidas às mulheres privadas de liberdade, incluindo a existência de alas específicas e cuidados voltados ao público feminino. O governo brasileiro também apresentou as disposições legais que regem todos esses aspectos.

No documento, é destacado que a Penitenciária Feminina do DF funciona sob monitoramento permanente de órgãos de controle e em conformidade com os princípios da Administração Pública.




As autoridades informaram ainda que eventuais denúncias de violação de direitos ou de condutas irregulares são apuradas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal. (Foto: reprodução; Fonte: G1)

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