Moraes autoriza Bolsonaro a ir ao dentista, mas rejeita profissional indicado pela defesa

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Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a deixar temporariamente a prisão domiciliar para realizar um atendimento odontológico. O procedimento será feito no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal, com acompanhamento de escolta.

A unidade foi escolhida pelo Batalhão da Polícia Militar por razões de segurança. Inicialmente, a defesa do ex-presidente havia sugerido que o atendimento fosse realizado por Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, mulher do senador Flávio Bolsonaro (PL). A solicitação, porém, não foi acolhida, e o procedimento será realizado por um dentista da própria Polícia Militar.

A autorização representa a primeira saída de Bolsonaro da prisão domiciliar desde 4 de maio, quando ele deixou a residência para passar por um procedimento no ombro.

A decisão de Moraes estabelece ainda que o dia e o horário da consulta não serão divulgados. As informações deverão ser acertadas diretamente entre o subdiretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal e os advogados do ex-presidente.

“Da mesma maneira, por motivos de segurança, a data e horário a ser realizado o atendimento odontológico deverão ser estabelecidos entre o TC Allenson Nascimento Lopes, Subdiretor do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal e a Defesa do sentenciado, uma vez que, conforme o próprio requerimento da Defesa, não existe situação de urgência, visto que o pedido foi protocolado em 14/8/2026, para que o atendimento fosse realizado uma semana depois, somente em 21/8/2026”.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está submetido à prisão domiciliar humanitária desde 24 de março. A medida foi determinada por Moraes inicialmente pelo período de 90 dias para permitir a recuperação do ex-presidente após um quadro de broncopneumonia.

Na decisão publicada nesta segunda-feira (17), o ministro considerou a recomendação do Batalhão da Polícia Militar para que o atendimento ocorresse dentro de uma unidade da corporação, com escolta, devido às condições de segurança envolvendo o ex-presidente.

A autorização para o atendimento odontológico ocorre em meio a restrições impostas por Moraes às visitas recebidas por Bolsonaro.

No mês passado, o ministro considerou que o ex-presidente havia violado regras estabelecidas para a prisão domiciliar. A avaliação ocorreu após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta na qual o pai o apontava como porta-voz e manifestava apoio à candidatura do senador.

Como consequência, Moraes determinou que Flávio fique impedido de visitar o pai durante 90 dias.

Além disso, o ministro proibiu que Bolsonaro receba visitas com finalidade “político-eleitoral” até o encerramento das Eleições de 2026.

Moraes também estabeleceu uma suspensão geral de visitas ao ex-presidente pelo prazo de 30 dias. Permaneceram autorizados, no entanto, os profissionais responsáveis pelo atendimento médico e fisioterapêutico, além dos advogados de Bolsonaro. E mais: Está ruim, mas ‘vai piorar’ em 2027, diz CEO das Casas Bahia. Clique AQUI para ver. (Foto: EBC; Fonte: G1)

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