Moraes abre novo inquérito

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Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (15) a abertura de uma apuração sobre supostas irregularidades no mercado financeiro.

A investigação diz respeito a transações cambiais suspeitas realizadas em 9 de julho, horas antes do anúncio oficial do endurecimento tarifário contra o Brasil feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A decisão do ministro, relator da ação penal que trata da suposta ‘tentativa de golpe de Estado’, baseia-se em manifestação da Advocacia-Geral da União (AGU), que apontou indícios revelados por reportagens sobre um suposto movimento fora do padrão na compra e venda de dólares no mesmo dia do anúncio.

Confirmadas as suspeitas, os envolvidos poderiam ter cometido crime de uso de informação privilegiada, conhecido como insider trading.

De acordo com Moraes, “as matérias indicam que as transações de câmbio ocorreram em volume significativo e horas antes do anúncio oficial das novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, o que sugere possível utilização de informações privilegiadas (insider trading) por pessoas físicas ou jurídicas, supostamente com acesso prévio e indevido a decisões ou dados econômicos de alto impacto”.

O ministro também mencionou uma publicação do investidor Spencer Hakimian, fundador da Tolou Capital. Segundo ele, “alguém havia noticiado (antecipado) sobre as tarifas, rectius, sanções comerciais que seriam impostas ao Brasil”, acrescentando que “possivelmente ‘alguém’ havia lucrado entre 25% e 50% em operações atípicas em menos de três horas”.

A investigação foi motivada por uma reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, veiculada na última sexta-feira (12). A matéria indicava transações bilionárias feitas contra o real logo após o anúncio das novas tarifas, o que fez a moeda brasileira se desvalorizar abruptamente.

A AGU, sob comando do ministro Jorge Messias, reforçou que essas operações podem ter se baseado em informações econômicas sensíveis divulgadas indevidamente, o que, segundo a legislação brasileira, configura crime. (Foto: STF; Fonte: O Globo)

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