Messias está furioso, culpa Moraes, e governo avalia ‘vingança’

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A derrota de Jorge Messias na tentativa de assumir uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) desencadeou forte reação nos bastidores do governo.

De acordo com a jornalista Andréia Sadi, da Globo, o advogado-geral da União tem afirmado a interlocutores que foi alvo de um “golpe” político, atribuindo responsabilidade ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Indicado por Lula, Messias teve seu nome rejeitado pelo Senado na última quarta-feira (29), com 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ele, o resultado não foi fruto de circunstâncias políticas comuns, mas sim de uma articulação deliberada para barrar sua chegada à Corte.

Segundo relatos de bastidores relatados pela jornalista, o AGU acredita que houve interferência direta de integrantes do Supremo no processo, citando nominalmente Moraes e Dino.

A avaliação é de que a movimentação marcou uma mudança no padrão de relação entre o Executivo e o Judiciário, elevando o nível de tensão institucional.

Enquanto isso, aliados do ministro Flávio Dino negam qualquer participação em articulações contra Messias. Nos bastidores, a versão apresentada é de que Dino não teria se envolvido no processo e chegou a se manter distante da indicação, por não considerar o nome do AGU como o mais adequado para a vaga.

Dentro do governo, o clima é de endurecimento. De acordo com Sadi, integrantes da base têm adotado um discurso mais combativo, resumido na expressão que circula entre parlamentares: “Agora é guerra”.

A leitura predominante no entorno do Planalto é de que o episódio extrapolou o campo institucional e passou a configurar um embate político direto.

Aliados de Messias avaliam, inclusive, que a derrota pode ter efeitos estratégicos no cenário político. A interpretação é de que o caso tende a aproximar figuras da oposição de Alcolumbre e de ministros do STF, fortalecendo a narrativa de enfrentamento entre o governo e o que classificam como “sistema”.

Nos bastidores, também se discute o futuro de Messias dentro da administração federal. Uma das possibilidades cogitadas é sua ida para o Ministério da Justiça, onde poderia assumir protagonismo político e influência sobre a Polícia Federal. (Moraes é suspeito de envolvimento no caso Master).

A relação com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, também entrou no radar. Integrantes do governo demonstraram insatisfação ao saber que ele participou de um jantar na véspera da sabatina que resultou na rejeição de Messias.

Apesar do revés, o advogado-geral da União tem sinalizado que não pretende recuar. A aliados, afirma que seguirá reagindo politicamente, contando com o respaldo do presidente Lula para os próximos movimentos. (Foto: EBC; Fonte: G1)

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