O mercado de imóveis novos de médio e alto padrão na cidade de São Paulo apresenta sinais de desaceleração. Nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026, houve retração nas vendas, enquanto o início do ano foi marcado por uma forte redução nos lançamentos.
Dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), elaborada pelo Secovi-SP, mostram que as vendas desse segmento somaram 39,6 mil unidades no período, o que representa uma queda de 15%. Em termos financeiros, o volume negociado recuou 11%, totalizando R$ 37,7 bilhões.
Apesar disso, os lançamentos ainda registraram crescimento no acumulado de 12 meses, com alta de 19% em unidades, chegando a 50,4 mil. Em valor, o avanço foi de 32%, atingindo R$ 56,3 bilhões.
Esse movimento contribuiu para o aumento do estoque, que subiu 28%, alcançando 36.373 unidades disponíveis.
Já no recorte mais recente, referente aos dois primeiros meses de 2026, a perda de ritmo ficou mais evidente. As vendas caíram 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 4,9 mil unidades. O Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 3,7 bilhões, uma redução de 34%.
Os lançamentos, por sua vez, tiveram uma queda ainda mais acentuada. No primeiro bimestre, o número de novas unidades despencou 60%, somando apenas 2,6 mil imóveis. Em termos de valor, a retração foi de 61%, chegando a R$ 1,6 bilhão.
Para o presidente executivo do Secovi-SP, Ely Wertheim, o movimento reflete uma mudança de estratégia das incorporadoras diante do cenário atual. “Quem pode está diminuindo o número de lançamentos”, afirma. E mais: Anvisa proíbe lotes de suplemento após risco de salmonela. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Portas)

