Médico que operou Daniel Silveira relata situação dramática do ex-deputado

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Daniel Silveira enfrenta sérios riscos à saúde caso continue cumprindo sua pena em regime fechado, mesmo com a autorização de saídas temporárias concedida por Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira (5). A avaliação é do ortopedista Raimundo Pereira da Silva Filho, responsável pela cirurgia realizada no joelho de Silveira no último dia 26 de julho.

Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo, o médico alertou para a gravidade da situação e afirmou que o deslocamento diário de 85 quilômetros — entre ida e volta — para sessões de fisioterapia pode agravar o quadro clínico do paciente.

“Se ele fica com o joelho dobrado, há acúmulo de sangue venoso nas pernas”, explicou, destacando o risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar. “Nesse caso, o risco de morte existe.”

Segundo o especialista, o ideal seria que Silveira seguisse em prisão domiciliar, com acompanhamento contínuo de um fisioterapeuta e avaliações médicas regulares. “Se estivesse fora e fazendo fisioterapia diariamente, já estaria bem recuperado”, avaliou.

A defesa do ex-parlamentar, por sua vez, denuncia a falta de estrutura para o tratamento adequado. O advogado Paulo Faria relatou, por meio da rede social X, que Silveira está com febre alta desde a última sexta-feira (1º), sem ter realizado exames ou recebido os medicamentos prescritos.

“Ele precisa realizar exames de imagem e exames laboratoriais para saber qual é a origem dessa febre, pois se trata de sinal de alerta para um processo infeccioso”, afirmou o médico.

Em nota à Gazeta do Povo, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap) declarou que vem cumprindo integralmente a decisão do STF, autorizando Silveira a fazer fisioterapia por 30 dias em clínica especializada de Petrópolis, com uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo o órgão, o ex-deputado sai da Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, apenas pelo tempo necessário ao tratamento, sob monitoramento. A Seap também nega ausência de atendimento médico ou falhas no fornecimento de medicamentos.

Mesmo assim, Raimundo Pereira Filho insiste que os sinais apresentados após a cirurgia são motivo de preocupação. O médico alertou para possíveis complicações, como a artrofibrose, que pode comprometer os movimentos do joelho e da perna. “É uma situação que pode ser muito grave. Quanto mais demora, mais riscos”, concluiu.

Ele precisa realizar exames de imagem e exames laboratoriais para saber qual é a origem dessa febre, pois se trata de sinal de alerta para um processo infeccioso”, aponta, ressaltando que “quanto mais demora, mais riscos”.

O especialista explica que pacientes que realizam cirurgias como a de Silveira precisam fazer uso de analgésicos, anti-inflamatórios, ter uma alimentação equilibrada e receber acompanhamento fisioterápico correto para evitar a formação de trombos.

“O risco de morte existe se ele tiver uma trombose venosa profunda não diagnosticada e essa ocasionar uma embolia pulmonar”, alerta. “É uma situação que pode ser muito grave”, continua.

Além disso, se Silveira não se movimentar com o devido acompanhamento, explica o cirurgião, pode ter artrofibrose do joelho – uma complicação decorrente da negligência na reabilitação e que causa rigidez articular. “Pode perder os movimentos da articulação do joelho e, consequentemente, da perna”. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Gazeta do Povo)

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