Diante de um cenário internacional cada vez mais instável, vários países europeus têm reavaliado suas estratégias de defesa e buscado maneiras de engajar os jovens em programas militares voluntários. Entre modelos já implementados e propostas em análise, surge uma tendência clara: fortalecer a defesa por meio de voluntários, oferecendo treinamento e estrutura adequados para eventuais emergências.
Em meio às discussões sobre segurança que voltaram a ganhar força na Europa, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou que apresentará um projeto de lei para instituir um novo modelo de serviço militar voluntário no país.
A iniciativa prevê montar uma reserva ativa de até 10 mil participantes, capacitados para atuar tanto em situações de emergência quanto em cenários de conflito. (continua)
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O anúncio foi feito em Paris, logo após uma reunião entre Crosetto e a ministra francesa das Forças Armadas, Catherine Vautrin.
No mesmo dia, o presidente Emmanuel Macron oficializou o retorno do serviço militar voluntário francês, movimento que a Itália pretende espelhar. Segundo Crosetto, o texto será encaminhado primeiro ao Conselho de Ministros e, depois, ao Parlamento.
O ministro argumenta que a medida busca reforçar a capacidade de defesa italiana diante de um ambiente geopolítico mais instável. Ele ressaltou que a proposta não trata apenas do número de militares, mas de uma revisão ampla da estrutura, das funções e das regras aplicadas às Forças Armadas.
Em entrevista ao canal Tg1, Crosetto classificou a iniciativa como uma resposta adequada aos “tempos difíceis” enfrentados pelo país. Ele reiterou que o modelo será totalmente voluntário e destacou que qualquer avanço dependerá de um debate mais amplo, “para além da maioria política”.
O serviço militar obrigatório na Itália está suspenso desde 2005, após a aprovação da Lei Martino. A norma extinguiu a convocação regular, mas manteve a possibilidade de chamada excepcional, além de criar as categorias de voluntários por contratos de um ano ou quatro anos.
A nova proposta não retoma a obrigatoriedade. O plano do governo é estruturar uma reserva formada por jovens que decidam se alistar espontaneamente. Até agora, não foram divulgados detalhes sobre a seleção, treinamento ou duração do compromisso.
A discussão acontece enquanto outros países europeus também revisam seus modelos de defesa. Na França, o novo programa entra em vigor em 2026, com duração de dez meses para jovens de 18 e 19 anos — todos atuando exclusivamente em território nacional. A meta é começar com 3 mil participantes e chegar a 50 mil até 2035.
Na Alemanha, um modelo semelhante está em fase de análise. A partir de 2026, jovens serão submetidos a exames médicos e poderão optar por se engajar voluntariamente por períodos que variam de 6 a 23 meses. O questionário inicial será obrigatório para homens, mas facultativo para mulheres. A França também fez anúncio de um novo serviço militar voluntário.
Com o projeto de Crosetto, a Itália passa a integrar o grupo de países que revisitam suas estratégias de defesa e apostam em novos formatos de engajamento militar voluntário para fortalecer suas reservas diante de um cenário internacional mais imprevisível. E mais: O mega empresário brasileiro que foi à Venezuela convencer Maduro a renunciar. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: Italianismo)

