Medo de Trump faz Maduro cantar ‘Don’t worry, be happy’ e pedir paz novamente

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recorreu mais uma vez à música para enviar recados políticos durante um ato público. Em um comício realizado nesta quarta-feira (10), o líder chavista cantou e dançou “Don’t Worry, Be Happy”, clássico de 1988 interpretado por Bobby McFerrin.

A cena ocorreu justamente em um período de forte desgaste nas relações entre Caracas e Washington, provocado pelo aumento da presença militar norte-americana no Caribe.

Essa não é a primeira vez que Maduro utiliza canções de sucesso para dialogar com o público e, simultaneamente, responder aos Estados Unidos. Em ocasiões anteriores, ele já havia entoado “Imagine”, de John Lennon, como mensagem direta ao governo norte-americano. (continua)

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(segue) No palanque desta semana, repetiu o apelo por uma solução pacífica para o impasse diplomático, reforçando que o continente precisa de “paz e amor”, e não de uma “crazy war”.

Maduro afirmou ainda que dedicava sua performance aos norte-americanos “que estão contra a guerra”, apontando que, apesar das diferenças entre as nações, parte da população dos EUA rejeita qualquer escalada militar.

 

Enquanto o comício ocorria em Caracas, a crise diplomática ganhou um novo capítulo. Também na quarta-feira, os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro venezuelano — a primeira apreensão desse tipo — alegando que a embarcação estava sujeita a sanções internacionais.

O governo da Venezuela reagiu imediatamente. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou a operação como “pirataria” e “roubo descarado”, acusando Washington de violar o direito internacional e de intensificar a pressão sobre o país caribenho.

O episódio deve ampliar o atrito entre os dois governos, em um momento em que ambos disputam narrativas e influência na região. Se quiser, posso produzir também uma versão alternativa com foco geopolítico ou em tom mais analítico. (Foto: reprodução; Fonte: Poder360)

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