Madeireira entra em férias coletiva no Paraná após tarifa dos EUA

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A fabricante de produtos de madeira Millpar iniciou férias coletivas para 640 trabalhadores da unidade de Guarapuava, no Paraná, afetando principalmente áreas voltadas à exportação.

Os funcionários foram afastados por 15 dias a partir da última segunda-feira (14). A empresa não descarta ampliar a medida a outras áreas, “dependendo do desenrolar da situação nos próximos dias”.

Segundo a assessoria, a Millpar tem foco no mercado externo, com os Estados Unidos como principal destino dos produtos. A decisão foi motivada pelo anúncio do presidente Donald Trump, que determinou um aumento de 50% nas tarifas sobre importações brasileiras a partir de agosto. A empresa classifica o ajuste como uma “ação estratégica para preservar a companhia e garantir o avanço sustentável de suas operações a longo prazo”.

O CEO da Millpar, Ettore Giacomet Basile, ressaltou que o planejamento é embasado em dados concretos e visa a longevidade do negócio.

“Ressaltamos que os setores administrativos seguem operando normalmente, assegurando a continuidade das atividades e o suporte a clientes e parceiros. Nossa gestão está acompanhando de perto essa movimentação global. Todas as decisões são orientadas por estudos e avaliações do mercado, sempre com prudência e respeito às pessoas que constroem a história da Millpar”, afirmou em nota.

A medida impacta 57,7% dos funcionários da empresa, que conta com 1.109 empregados nas unidades de Guarapuava e Quedas do Iguaçu. A princípio, a paralisação afeta apenas a planta de Guarapuava.

Outra indústria do setor de madeira, localizada em Jaguariaíva, também decidiu suspender temporariamente parte de suas atividades e colocar 700 funcionários em férias coletivas, o que equivale a 28% de seu quadro total. A reação em cadeia reforça a preocupação do setor com os efeitos das novas tarifas impostas pelos EUA. (Foto: divulgação; Fonte: G1)

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