Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (21) que chegou a planejar uma medida para enfrentar o mercado de celulares roubados, mas acabou desistindo da ideia após avaliar possíveis ‘efeitos colaterais’ sobre consumidores que não teriam conhecimento da origem ilícita dos aparelhos.
Segundo o petista, a proposta previa o envio de mensagens para cerca de 2,5 milhões de celulares registrados como roubados em sistemas oficiais do governo. O aviso orientaria os usuários a devolverem os aparelhos às autoridades, sob risco de responsabilização caso permanecessem com os dispositivos.
“Eu ia passar uma mensagem, simples assim: ‘você está com o telefone roubado, se foi você que roubou, devolva que não vai ter problema nenhum, mas, se você comprou, devolva também, senão você vai ser indiciado, procura a delegacia e devolva’”, disse Lula.
O presidente explicou, no entanto, que reconsiderou a estratégia ao perceber que parte dos atuais usuários pode ter adquirido os celulares sem saber que se tratavam de produtos de roubo ou furto. Para ele, seria necessário evitar punições injustas a quem agiu de boa-fé.
“Eu só quero prejudicar quem roubou, só quero prejudicar a loja que compra e vende, mas eu não quero prejudicar a pessoa que inocentemente ou por necessidade comprou. Então, isso me faz ser um pouco mais humano do que apenas um policial”, afirmou.
As declarações foram feitas durante evento em Aracruz (ES), onde o presidente participou da cerimônia da 6ª Teia Nacional de Pontos de Cultura. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também esteve presente na solenidade. E mais: Terremoto em São Paulo? Entenda como tremor no Chile atingiu capital paulista. Clique AQUI (Foto: Palácio; Fonte: InfoMoney)
⚠️ Polêmica: Após episódio da “cervejinha” presidente Lula volta a defender ladrão de celular. “No período eleitoral divulgar esse vídeo vai ser crime” diz leitor. pic.twitter.com/n17o7VkTky
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) May 25, 2026

