‘Taxa das Blusinhas’ derruba compras internacionais por brasileiros, revela estudo

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A cobrança do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até 50 dólares tem alterado significativamente o comportamento dos consumidores brasileiros. Ao se depararem com o valor do tributo, muitos desistem de concluir suas compras em lojas estrangeiras.

Segundo levantamento da CNI em parceria com a Nexus, o percentual de pessoas que desistiram de pedidos após descobrir o imposto subiu de 13% em maio de 2024 para 38% em outubro de 2025. O estudo comparou hábitos de consumo da população nesses dois períodos.

Batizada popularmente de “taxa das blusinhas”, a medida, criada no ano passado, prevê alíquota de 20% para compras internacionais de até 50 dólares. Para produtos entre 50,01 e 3.000 dólares, a tributação chega a 60%, com desconto fixo de 20 dólares.




O efeito da taxa é mais pronunciado entre os consumidores que compram com mais frequência no exterior. Entre pessoas com ensino superior, 51% deixaram de finalizar pedidos. Na faixa etária de 16 a 24 anos e de 25 a 40 anos, a desistência alcançou 46%. Já entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, o índice foi de 45%.

Além da “taxa das blusinhas”, o aumento do ICMS sobre produtos importados também influenciou as decisões de compra. O total de consumidores que desistiram de importar por causa desse imposto passou de 32% para 36%. Entre os mais escolarizados, o percentual subiu para 48%; entre os jovens, 45%; e entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, 41%.

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Por outro lado, a pesquisa indica que o número de consumidores que passou a buscar produtos similares com entrega nacional saltou de 22% para 32%. Entretanto, muitas vezes o produto escolhido fica mais caro do que o internacional quando se calcula a compra fora sem a ‘taxa das blusinhas’.




A desistência total caiu de 58% para 42%, e as compras em lojas físicas registraram leve aumento, de 13% para 14%. Sites internacionais alternativos também se tornaram mais populares, com crescimento de 6% para 11%. (Foto: PixaBay; Fonte: Veja)

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