O governo federal trabalha na reformulação do modelo de contratação de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A justificativa é reduzir as taxas de juros.
Batizado informalmente de “leilão do consignado”, o novo sistema permitirá que o próprio beneficiário compare ofertas de diferentes instituições financeiras e escolha aquela que considerar mais vantajosa.
A lógica é semelhante ao Crédito do Trabalhador, modalidade já adotada para empregados com carteira assinada. (continua)
Dinheiro esquecido: os brasileiros têm atualmente R$ 10,025 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras, de acordo com a atualização do SVR (Sistema de Valores a Receber). Veja mais AQUI.
(segue) A expectativa do governo é que a nova funcionalidade esteja disponível ainda no primeiro semestre deste ano. Pelo aplicativo Meu INSS, o interessado deverá informar o valor desejado do empréstimo e indicar quais instituições poderão apresentar propostas. A partir disso, será aberto um período de até 48 horas para que os bancos façam seus lances.
Em entrevista ao Metrópoles, na terça-feira (10/2), o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, detalhou como funcionará o processo e ressaltou que o sistema dará mais transparência ao beneficiário.
“A partir do momento que ele informa isso, vem também: qual é a taxa máxima de juros permitida e qual o valor máximo da parcela. Para que ele [beneficiário] possa saber que aquele [banco] que ofertar uma parcela maior não está dentro do mercado do consignado do INSS”, afirmou Waller.
Atualmente, 61 instituições financeiras estão habilitadas a participar do modelo. As ofertas serão organizadas em ordem crescente de custo, permitindo uma comparação direta. Após a escolha do beneficiário, a instituição selecionada será responsável por formalizar o contrato.
Segundo o presidente do INSS, as condições apresentadas na proposta deverão ser mantidas integralmente no momento da contratação. O sistema, segundo ele, bloqueia automaticamente qualquer tentativa de alteração nos termos ofertados.
Waller explicou ainda que o novo modelo prevê um mecanismo de dupla confirmação. Após a formalização inicial, o contrato ficará disponível no Meu INSS para que o beneficiário faça uma nova autorização, confirmando que aceita as condições apresentadas.
Na prática, o novo sistema traz mudanças relevantes: o segurado passa a escolher entre propostas dentro do próprio aplicativo; a utilização de biometria reforça a segurança e reduz o risco de fraudes; o assédio por ligações e mensagens tende a diminuir; e a concorrência direta entre instituições pode resultar em juros mais competitivos. (Foto: PixaBay; Fonte: Metrópoles)

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