A Justiça italiana rejeitou o pedido de conversão da prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) em domiciliar, mantendo a parlamentar detida cautelarmente. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Apelação de Roma na última sexta-feira (15).
O tribunal levou em consideração documentos apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e determinou a realização de uma perícia médica oficial para avaliar o estado de saúde de Zambelli.
O resultado será analisado na próxima quarta-feira (27), em sessão que pode autorizar a transferência da deputada para prisão domiciliar caso o laudo aponte necessidade.
Na quinta-feira (14), a defesa informou que Zambelli entrou em greve de fome e passou mal durante audiência de extradição realizada pelo tribunal no dia anterior.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão e perda do mandato por acusação de envolvimento em um ataque ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), junto ao hacker Walter Delgatti Neto, também condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a condenação, a deputada deixou o Brasil para os EUA e, em seguida, para a Itália, permanecendo foragida por dois meses, até ser presa pela polícia italiana em 29 de julho.
A defesa contestou a prisão cautelar alegando falta de condições adequadas de saúde na prisão italiana, ausência de pedido internacional de prisão válido e inexistência de solicitação formal de extradição. Segundo especialistas, o processo de extradição de Zambelli pode levar entre um ano e meio e dois anos.
Por outro lado, a AGU, braço jurídico do governo Lula, argumentou que a prisão da deputada estava correta, cumprindo mandado emitido pelo STF, que resultou na inclusão de Zambelli na difusão vermelha da Interpol, entendimento acolhido pelo tribunal italiano. (Foto: Ag. Câmara; Fonte: Estadão)

