O satélite meteorológico GOES-19, operado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), capturou imagens impressionantes do furacão Erin no último fim de semana.
Classificado como categoria 5 na escala Saffir-Simpson — a mais alta possível — o ciclone apresentou ventos superiores a 251 km/h, com relâmpagos visíveis no centro da tempestade.
Segundo a CNN Weather, Erin entrou para a lista dos furacões mais intensos já registrados no Oceano Atlântico. Apesar de ter perdido força na segunda-feira (18), caindo para a categoria 4, com ventos de aproximadamente 215 km/h, ele continua sendo um ciclone de grande porte e de alto potencial destrutivo.
As imagens divulgadas mostram relâmpagos intensos ao redor do olho da tempestade, um fenômeno que meteorologistas interpretam como “sinal de rápida intensificação”. O efeito foi registrado durante o pôr do sol de sábado, criando um espetáculo raro visto do espaço e impressionante para observadores na Terra.
Erin se originou como tempestade tropical em 11 de agosto, com ventos de 75 km/h. No espaço de apenas quatro dias, evoluiu para furacão, e menos de 24 horas depois, já atingia a categoria máxima 5.
Pesquisadores associam esse aumento acelerado de intensidade ao aquecimento das águas do Atlântico, já que temperaturas recordes na superfície do mar fornecem energia extra para a formação e fortalecimento de furacões potentes.
Embora não haja previsão de impacto direto no continente americano, especialistas alertam para ondas gigantes, ressacas e risco de inundações em áreas costeiras entre as Bahamas e a costa leste dos Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) emitiu alerta de tempestade tropical para as Ilhas Turks e Caicos e para o sudeste das Bahamas.
As autoridades meteorológicas afirmam que Erin continuará apresentando variações de intensidade nos próximos dias, mas permanecerá como um furacão de grande escala pelo menos até a metade da semana. Especialistas recomendam atenção redobrada às comunidades litorâneas em alerta devido à possibilidade de marés de tempestade e enchentes. (Foto: reprodução vídeo; Fonte: Revista Galileu)

