O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) divulgou nesta quinta-feira (12) um alerta de chuvas fortes e classificadas como de “grande perigo” para áreas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Segundo o órgão, os temporais podem provocar novos transtornos em regiões que já enfrentaram precipitações intensas nos últimos dias.
De acordo com a previsão meteorológica, o volume de chuva pode variar entre 60 e 100 milímetros em determinados pontos. Esse cenário eleva o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra, principalmente em locais com histórico de instabilidade do solo.
Entre as áreas sob maior atenção estão o Sul e Sudoeste de Minas Gerais, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Vale do Paraíba Paulista, além das regiões Macro Metropolitana e Metropolitana de São Paulo, Piracicaba e Campinas.
No estado do Rio de Janeiro, o alerta também engloba o Sul e o Centro Fluminense, a Baixada Fluminense, o Noroeste e o Norte Fluminense, além da Região Metropolitana da capital.
Para efeito de comparação, cada milímetro de chuva corresponde a um litro de água distribuído sobre um metro quadrado. Isso significa que a precipitação indicada pode gerar um grande acúmulo de água em um curto período.
No litoral paulista, a situação exige ainda mais atenção. Cidades como Peruíbe, Santos, Bertioga, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba estão sob nível de perigo para chuvas intensas. Segundo o instituto, essas localidades podem registrar acumulados superiores a 120 milímetros entre esta quinta-feira e sexta-feira.
Com volumes tão elevados, aumentam as chances de enchentes, pontos de alagamento e deslizamentos, sobretudo em áreas de encosta. A instabilidade também deve avançar em direção ao estado do Rio de Janeiro ao longo do dia, o que coloca a região serrana fluminense em condição de perigo extremo para precipitações intensas, conforme as análises meteorológicas.
Especialistas alertam que alguns sinais podem indicar risco de deslizamento. Entre eles estão o surgimento de rachaduras em muros ou paredes, água barrenta escorrendo por encostas, estalos em rochas ou trincas no solo. Dentro das residências, portas e janelas que passam a emperrar também podem apontar movimentações na estrutura. Outros indícios são árvores, postes ou muros inclinados ou com deformações, conhecidos como muros “com barriga”.
Em situações de risco, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Civil pelo telefone 199. O Corpo de Bombeiros também pode ser contatado pelo número 193.
A população pode acompanhar atualizações meteorológicas e alertas oficiais pela internet, redes sociais e também por mensagens de SMS enviadas pelos órgãos de proteção.
Como medida preventiva, a Defesa Civil recomenda que moradores de áreas vulneráveis mantenham um kit de emergência preparado. A mochila deve conter água potável, lanternas, pilhas, alimentos não perecíveis e um conjunto básico de primeiros socorros para eventuais situações em que serviços essenciais sejam interrompidos.
Outra orientação importante é guardar documentos em locais elevados e de fácil acesso, além de manter calhas e ralos desobstruídos. O órgão também reforça a necessidade de não descartar lixo nas ruas, prática que contribui para o entupimento de bueiros e o agravamento dos alagamentos. E mais: Toffoli se declara suspeito, e ação sobre CPI do Banco Master tem novo relator. Clique AQUI para ver. (Foto: PixaBay; Fonte: UOL)

