A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) deu início a um novo processo de licitação para contratar três agências de publicidade, com o objetivo de gerenciar e fortalecer a ‘presença digital’ do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O edital prevê um gasto de R$ 98,3 milhões por 12 meses, com possibilidade de prorrogação.
Esse novo processo substitui a licitação anterior, estimada em R$ 197,7 milhões, que foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em junho de 2024. A decisão veio após o TCU identificar possíveis irregularidades, incluindo o vazamento de propostas de empresas participantes. A concorrência acabou sendo revogada oficialmente em agosto daquele ano.
À frente da Secom atualmente está o ministro Sidônio Palmeira, que assumiu após a saída de Paulo Pimenta, responsável pela gestão anterior da pasta. Em declarações recentes, Sidônio atribuiu parte da dificuldade do governo em comunicar suas ações à disseminação de narrativas da extrema-direita nas redes sociais e à ausência de uma narrativa unificada sobre o cenário encontrado ao retomar o poder.
As empresas selecionadas deverão executar um conjunto de atividades voltadas à comunicação digital do Planalto. Entre as funções previstas estão: monitoramento de sentimentos nas redes sociais, desenvolvimento de conteúdos estratégicos, moderação de perfis oficiais, e adoção de tecnologias inovadoras para aumentar o alcance das mensagens. O foco será em plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, Kwai, YouTube, LinkedIn e Pinterest.
De acordo com os termos do edital, a nova estratégia busca ir além do combate à desinformação, propondo-se a “apresentar à população os benefícios concretos das políticas públicas, com uma linguagem acessível, envolvente, inspiradora e contínua”.
O prazo para que as interessadas apresentem suas propostas começou nesta terça-feira (15) e segue até 2 de setembro. A expectativa do Planalto é que as novas agências contribuam para reverter o desgaste da imagem do governo e aumentar a efetividade da sua comunicação com a população, especialmente os segmentos de baixa renda. (Foto: Palácio do Planalto; Fonte: Poder360)
E mais:
Governo tem dificuldade até para encontrar com quem negociar nos EUA
Ex-radialista da Jovem Pan é condenado a indenizar rádio por declarações sobre ‘8 de janeiro’

