Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Bolsonaro (PL) preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome do ex-chefe do Executivo.
O caso ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Brasília.
O veículo fiscalizado era conduzido por um militar identificado como Estácio Leite da Silva, que atua na segurança de Bolsonaro.
De acordo com o depoimento do militar, a arma teria sido retirada para reparo após a identificação de uma falha técnica.
Ele afirmou que o armamento foi entregue devido a uma “pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, acrescentando ainda que “retirou o armamento no dia 15 de junho com a finalidade de realizar o reparo do percussor, esclarecendo que, após a conclusão do serviço, a arma seria devolvida na data de 16 de junho”.
A determinação de Moraes busca esclarecer por que uma pistola vinculada ao ex-presidente estaria sob sua guarda durante o período de prisão domiciliar humanitária de 90 dias. O ministro também questiona a razão do pedido de reparo do armamento.
Além disso, o magistrado solicitou explicações ao comando do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, responsável pela segurança do regime domiciliar, para verificar se as medidas de revista em veículos que saem da residência do ex-presidente estão sendo cumpridas integralmente, incluindo automóveis oficiais.
A Polícia Militar do Distrito Federal confirmou a apreensão da arma durante a abordagem realizada na DF-001, Km 79, em frente ao Taguaparque, em Taguatinga. Segundo a corporação, além de uma arma institucional regularmente portada pelo condutor, foi encontrada uma segunda arma de fogo no interior do veículo.
Em nota, a PM-DF informou que o abordado declarou não possuir documentação da segunda arma e afirmou que o armamento pertenceria a um terceiro. Tanto o condutor quanto a pistola foram encaminhados à 21ª Delegacia de Polícia.
A corporação acrescentou que a identificação da propriedade, origem e regularidade da arma dependerá da análise dos órgãos competentes e das autoridades responsáveis pela investigação em andamento. E mais: Fundador da Chili Beans faz alerta sobre Brasil: ‘situação muito difícil’. Clique AQUI para ver. (Foto: STF; Fonte: Poder360)
