A Gerdau confirmou o desligamento de 160 trabalhadores de sua unidade no bairro de Curado, no Recife (PE), como parte de uma reestruturação das atividades da fábrica. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE) e confirmada pela empresa.
A unidade, conhecida como Açonorte, passou por uma mudança no perfil de produção. Os setores responsáveis pela aciaria e pela laminação deixaram de funcionar, enquanto parte dos funcionários recebeu a possibilidade de transferência para outras operações da companhia.
Apesar das demissões, a Gerdau informou que pretende manter aproximadamente 450 postos de trabalho na unidade pernambucana.
De acordo com a empresa, a fábrica passará a concentrar suas atividades na fabricação de produtos trefilados, como telas, arames e pregos. A mudança, segundo a multinacional brasileira, tem como objetivo utilizar de maneira mais eficiente a estrutura existente e elevar a produtividade e a rentabilidade da operação.
“A Gerdau informa que realizou uma readequação do perfil industrial da unidade Açonorte, que passará a focar na fabricação de produtos trefilados, como telas, arames e pregos”, afirmou a companhia em nota.
A empresa também destacou que a alteração faz parte de uma estratégia para “otimizar” seus ativos e “ampliar a produtividade e a rentabilidade” da operação.
A mudança em Pernambuco também levantou dúvidas sobre possíveis reflexos nas atividades da Gerdau no Ceará, onde a companhia mantém operações em Caucaia e Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Em fevereiro deste ano, a empresa reabriu a siderúrgica localizada em Maracanaú após investir R$ 200 milhões na ampliação da capacidade produtiva. O projeto prevê uma produção anual de aproximadamente 160 mil toneladas de aço.
O material fabricado em Maracanaú é utilizado como matéria-prima na produção de aços longos realizada pela unidade da Gerdau em Caucaia.
Questionada sobre a possibilidade de mudanças ou impactos nas operações do Ceará em razão da reestruturação em Pernambuco, a empresa não respondeu diretamente. A companhia, porém, reiterou as informações referentes à unidade do Recife e destacou a manutenção de cerca de 450 empregos na fábrica. E mais: Ações da Smart Fit caem após resultado insatisfatório no 2º trimestre. Clique AQUI para ver. (Foto: divulgação; Fonte: Veja; Diário do Nordeste)
Gerdau
A Gerdau é uma das maiores empresas brasileiras do setor siderúrgico e uma das principais produtoras de aços longos nas Américas, além de atuar na produção de aços especiais em diferentes mercados.
A história da companhia começou com o imigrante alemão Johannes (João) Gerdau, que deixou a Europa e chegou ao Brasil em 1869, ainda jovem, em busca de melhores oportunidades. Depois de se estabelecer no Rio Grande do Sul, João Gerdau comprou, em 1901, a fábrica de pregos Pontas de Paris, em Porto Alegre. A aquisição é considerada o marco de origem do grupo Gerdau.
Pouco antes de morrer, em 1917, João Gerdau passou a administração do negócio para seu filho, Hugo Gerdau. A empresa cresceu ao longo das décadas e se transformou em um dos maiores grupos siderúrgicos brasileiros.
Atualmente, a Gerdau está presente em 10 países e conta com mais de 30 mil colaboradores diretos e indiretos. No Brasil, a companhia produz aços longos e planos, além de minério de ferro utilizado em suas próprias operações.
A empresa também é uma das maiores recicladoras de aço da América Latina. Cerca de 73% do aço produzido pela Gerdau tem como matéria-prima a sucata, o que representa mais de 11 milhões de toneladas do material reaproveitadas todos os anos.
As ações da Gerdau são negociadas na B3, em São Paulo, na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) e na plataforma Latibex, em Madri.
A estrutura societária do grupo inclui a Metalúrgica Gerdau, holding que controla a Gerdau S.A., responsável pelo controle das diferentes operações siderúrgicas da companhia.
