A indústria brasileira abriu 2026 em ritmo mais fraco, com redução do contingente de trabalhadores e desaceleração da atividade produtiva.
Dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria revelam que o índice de evolução do emprego industrial ficou em 47,6 pontos em janeiro, abaixo do nível que separa crescimento de retração, e no pior patamar para o mês em quase uma década.
O enfraquecimento também atingiu a produção. O indicador de atividade industrial recuou para 44,9 pontos, permanecendo abaixo da marca de 50, e registrando o menor resultado para um mês de janeiro desde 2022.
Outro sinal de perda de fôlego veio da utilização da capacidade instalada, que se manteve em 66%, o nível mais baixo para o período desde 2019.
Na avaliação da CNI, o desempenho está ligado sobretudo à retração da demanda por bens industriais, em um ambiente de juros elevados — mantidos como instrumento de controle da inflação diante dos riscos fiscais e do desequilíbrio das contas públicas — o que continua limitando o consumo e os investimentos no país.
O comportamento dos estoques reforça essa leitura: as empresas iniciaram o ano com volumes inferiores ao planejado, o que costuma indicar cautela diante de um mercado mais fraco.
Apesar do quadro negativo no início do ano, as projeções para o curto prazo mostram leve melhora. A expectativa de demanda para os próximos seis meses avançou para 54,2 pontos, enquanto a previsão de emprego subiu para 50,4 pontos, sinalizando uma possível recuperação gradual do setor.
Por outro lado, a disposição das empresas para investir voltou a cair pelo segundo mês consecutivo. O índice de intenção de investimento recuou para 55,3 pontos, ainda acima da média histórica, mas indicando maior prudência diante do ambiente econômico. E mais: A decisão de Alcolumbre sobre quebra de sigilo de Lulinha. Clique AQUI para ver. (Foto: CNI; Fontes: CNI; Veja)

