Os frigoríficos JBJ Agropecuária e Prima Foods assinaram acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Advocacia-Geral da União (AGU) no valor de R$ 31 milhões.
Auditores vinculados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Goiás teriam recebido propina para facilitar ou encobrir irregularidades sanitárias e administrativas cometidas por empresas entre 2012 e 2019.
Os casos foram investigados no contexto da Operação Conduta de Risco II, conduzida por órgãos de fiscalização e controle do governo federal.
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), as empresas colaboraram com as apurações, fornecendo informações detalhadas e documentos que ajudaram a esclarecer os fatos.
“O acordo encerra as repercussões administrativas e cíveis às quais as empresas foram submetidas no caso”, ressaltou o órgão, destacando que a colaboração foi essencial para o adequado processamento dos agentes públicos envolvidos.
O processo também incluiu a análise dos programas de integridade das companhias. A CGU avaliou a existência de Código de Ética e Conduta, políticas de compliance, fluxos de procedimentos internos e mecanismos de controle, identificando pontos que precisavam ser aprimorados.
Como resultado, além do pagamento da multa estabelecida, as empresas se comprometeram a reforçar suas políticas de governança, implementar novos mecanismos de fiscalização e atualizar os controles internos para evitar futuras irregularidades.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que este tipo de acordo representa uma ferramenta importante para responsabilizar empresas e agentes públicos sem a necessidade de longos processos judiciais, ao mesmo tempo em que estimula a adoção de práticas de integridade no setor privado.
Com o acordo, as empresas envolvidas encerram pendências legais, mas assumem compromissos que, na prática, devem fortalecer a governança e reduzir riscos de novas infrações. Precisamos de seu apoio. Clique AQUI para nos ajudar. (Foto: PixaBay; Fonte: Metrópoles Notícias)

