Uma fragata da Marinha do Irã foi afundada por um submarino dos Estados Unidos na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, nesta quarta-feira (4).
Autoridades locais informaram que ao menos 87 marinheiros morreram, enquanto dezenas de tripulantes seguem desaparecidos após o ataque.
Em coletiva de imprensa realizada em Washington, o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que a embarcação iraniana acreditava estar segura em águas internacionais.
“Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo”, declarou. Segundo ele, trata-se do primeiro navio de guerra destruído por um torpedo dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial.
Ao lado de Hegseth, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine, disse que “pela primeira vez desde 1945, um submarino de ataque rápido da Marinha dos EUA afundou um navio de guerra inimigo usando um único torpedo Mark 48”, ressaltando o impacto imediato da ação.
O navio atingido foi identificado como a fragata Iris Dena, que havia passado pelo Brasil em fevereiro de 2023, quando ficou ancorada no Porto do Rio de Janeiro.
Na mesma ocasião, o porta-helicópteros Iris Makran também esteve no local, mesmo diante de críticas e pressões dos Estados Unidos e de Israel, que classificaram a presença como uma “provocação”.
De acordo com a Marinha do Sri Lanka, o ataque ocorreu a cerca de 40 quilômetros ao sul do porto de Galle. O navio iraniano navegava após, segundo informações preliminares, ter participado de um exercício militar no porto de Visakhapatnam, no leste da Índia.
Autoridades cingalesas afirmaram que as operações de busca continuaram durante a noite de quarta-feira e avançaram até quinta-feira, com o apoio de navios da Marinha e de uma aeronave. A fragata emitiu um pedido de socorro ao amanhecer e afundou completamente antes da chegada das equipes, restando apenas uma mancha de óleo no local.
O governo do Sri Lanka reiterou sua posição de neutralidade no conflito no Oriente Médio, defendendo uma solução diplomática. O país mantém forte dependência econômica da região, onde mais de um milhão de cidadãos srilanqueses trabalham.
As forças armadas locais informaram que não divulgarão imagens das operações de resgate, por envolverem meios militares de outra nação. E mais: Quebra de sigilo revela transferências de Lulinha a ex-sócio ligado ao sítio de Atibaia. Clique AQUI para ver. (Foto: reprodução; Fonte: Terra)

