Flávio responde Moraes: ‘evoca práticas de censura de 2022’

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) reagiu à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que autorizou a abertura de investigação contra ele por suposta calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O caso tem origem em publicações feitas pelo parlamentar em redes sociais no início do ano. Clique AQUI para ver a publicação.

Em manifestação divulgada por sua assessoria, o parlamentar classificou o procedimento como uma forma de intimidação e afirmou que a medida remete a práticas de censura e restrições aplicadas no processo eleitoral de 2022.

Segundo o texto, a atuação de Moraes naquele período, quando presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria provocado “desequilíbrio” na disputa presidencial.

A equipe do senador também criticou a forma como o caso foi conduzido no STF e questionou a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, a quem se refere como figura central em episódios recentes de tensão institucional.

No comunicado, o grupo político afirma que não aceitará pressões ou tentativas de silenciar a oposição por meio do Judiciário.

A investigação foi aberta após publicação em que Flávio Bolsonaro associou o presidente Lula a acusações envolvendo o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e o chamado Foro de São Paulo.

Na postagem, o senador citou crimes como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e fraudes eleitorais.

Na decisão, Moraes entendeu que o conteúdo divulgado em ambiente público pode configurar imputação de fatos criminosos sem respaldo, o que justificou o avanço da apuração, a pedido da Polícia Federal, com aval da Procuradoria-Geral da República.




Em nova resposta, Flávio Bolsonaro sustenta que suas declarações estão protegidas pela liberdade de expressão e que apenas mencionou fatos já divulgados internacionalmente sobre o governo venezuelano.

A defesa do senador afirma ainda que não houve acusação direta contra Lula, mas apenas referência a investigações e denúncias relacionadas ao regime de Nicolás Maduro. (Foto: Ag. Senado; Fonte: UOL)

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