O imposto de 50% imposto pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros, em vigor desde o início de agosto, reduziu drasticamente as vendas de carne do Brasil para os Estados Unidos. No mês de outubro, a queda chegou a 54% em relação ao mesmo período do ano passado, com embarques somando US$ 58 milhões.
Antes do tarifaço, os Estados Unidos eram o segundo principal destino da carne brasileira, com 8% de participação nos embarques, atrás apenas da China, responsável por metade das compras.
Após a taxação, o cenário mudou: em outubro, a fatia americana caiu para 3,3%, sendo superada pelo Chile (4%) e quase igualada por México (3,2%) e Filipinas (3,2%). A China ampliou ainda mais sua presença, absorvendo 58% da carne exportada pelo Brasil.
Indústria mal
A desaceleração da economia começa a aparecer com mais força nas linhas de produção. Após um ano de crescimento moderado, a indústria brasileira voltou a dar sinais de perda de fôlego, pressionada pelo crédito caro e pela concorrência externa.
De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o faturamento do setor caiu 1,3% em setembro, após o tombo de 5,2% registrado em agosto.
Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI, avalia que o enfraquecimento da demanda por bens industriais está por trás da perda de ritmo. Segundo ela, “a demanda doméstica por bens industriais cresceu ao longo de 2024, mas perdeu força este ano. Isso se deve tanto aos efeitos dos juros sobre o crédito, que ficou mais caro e de mais difícil acesso aos consumidores, como também à penetração de produtos importados, que têm capturado parte relevante do mercado da indústria nacional”.
O levantamento mostra ainda que, entre agosto e setembro, além do faturamento, caíram também o emprego, a massa salarial e a utilização da capacidade instalada. A queda no número de empregados foi de 0,2%, o primeiro recuo desde abril, interrompendo uma sequência de 18 meses de estabilidade e crescimento no setor. (Foto: PixaBay; Fonte: Veja)
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O Banco Central informou que R$ 10,69 bilhões em dinheiro esquecido ainda estão disponíveis para restituição a brasileiros e empresas, sendo R$ 8,08 bilhões de pessoas físicas e R$ 2,61 bilhões de pessoas jurídicas. Ao todo, 48 milhões de cidadãos e 4,6 milhões de empresas têm valores a receber. Saiba mais!

